Um vampiro desperta em São Luís, num casarão abandonado, e apaixona-se pela restauradora do imóvel. A partir daí a história se desenvolve num vaivém amoroso. Intrigas, falsidade, poder, vingança; tudo em nome do amor. Os personagens centrais são fortes, decididos, seja para o bem ou para o mal, dando o toque de suspense e de reviravolta nas tramas. A autora narra os encontros e desencontros de Jan Kman e Kara Ramos através dos séculos. As surpresas e as ironias da vida. O amor e o ódio caminhando juntos. A tentativa de Kara de fugir de um destino já traçado.
Alma e Sangue - O Despertar do Vampiro -
Nazarethe Fonseca
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Por já ter lido sobre o trabalho de Nazarethe Fonseca, escritora maranhense, na revista Marie Claire, e por ter, no geral, resenhas positivas aqui no Skoob, me interessei e resolvi ler esse primeiro volume da saga 'Alma e Sangue'. Vale ressaltar que sou uma apreciadora de estórias sobre vampiros (que bebem sangue humano, que são afetados pelo sol, consequentemente, sendo criaturas noturnas que dormem em caixões durante o dia, enfim... com todos os clichês que estórias sobre vampiros, na verdade, precisam ter para funcionar). Mas essa não me encantou (apesar de ter todos eles)... Não que eu seja exigente a ponto de achar que todos os escritores, que abordam o assunto, precisam ter a perfeita narrativa de Anne Rice (oi, também sou fã de Charlaine Harris! rs). Mas eu acho que, em toda estória que é contada, deve haver coerência... mesmo tratando-se de uma completa ficção. Quando um escritor escolhe narrar em primeira pessoa (que, na minha opinião, é a modalidade mais difícil de narrativa, pois fica-se preso ao protagonista), ele deve ater-se à isso. Senão o protagonista fica parecendo uma deidade omnipresente e omnisciente (nem a protagonista da Charlaine, que é telepata, é capaz de tamanha proeza). E esse é apenas um dos deslizes que encontramos em 'O Despertar do Vampiro'. Achei interessante o fato de um dos personagens focais da trama ser francês, pois a história se passa na cidade de São Luís, no Maranhão, fundada pelos franceses, após a invasão. Mas acredito que a origem francesa de Jan Kmam não seja tão fonte de estudos quanto é de inspiração no, tão famoso, Lestat, de Anne Rice. E o Ariel? Soa tão Armand! Definitivamente, os personagens das 'Crônicas Vampirescas', de Anne Rice, são inspirações constantes para a composição dos personagens da Nazarethe. Até mesmo o relacionamento conturbado do casal protagonista lembra o casal Marius e Pandora. Mas, voltando ao Jan Kmam... fico imaginando o motivo da autora ter escolhido um nome que soa tão pouco (ou nada) francês para batizar seu vampiro tão francês, que é capaz de soltar um "ma petite", um "mon amour" ou um "au revoir", sempre que tem a oportunidade. Eu conseguiria pensar num sobrenome mais francês em 5 minutos... Mas será que teria que começar com K, para combinar com o K de Kara? (aí ficaria difícil! rs) Sinceramente? Brega e muito "dupla sertaneja". E eu acho que funcionaria melhor à protagonista, uma mulher tipicamente brasileira, um nome mais comum. Ficaria mais charmoso (mas essa é apenas a minha opinião)... ;D Enfim... a estória, em si, não é ruim (me lembrou até a música 'Resurrection', do Ark, que eu adoro). Mas é mal escrita e com inspirações muito descaradas na composição dos personagens. Para ser encantadora, precisaria passar por uma bela revisão e, finalmente, ser reescrita.
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