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    A Coluna da Morte

    João Cabanas

    Unesp
    2014
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9788539305322
    Português Brasileiro
    4
    3 avaliações
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    Esta obra apresenta, na íntegra, o relato clássico de João Cabanas (1895-1974) da sangrenta Revolução de 1924, que tomou de assalto a cidade de São Paulo entre 5 e 28 de julho, deixando um rastro de destruição e morte. Durante aqueles dias cerca de 400 mil pessoas deixaram a capital, então com 700 mil habitantes, para sair da mira de granadas, tiros de artilharia pesada e até bombardeios aéreos que acabaram por arruinar vários bairros, ferir mais de 500 pessoas e matar outras 5 mil.

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    Eduardo picture
    Eduardo27/10/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    História, revolução, memórias e São Paulo

    Mesmo com o objetivo de relatar a Revolução de 1924 e os feitos da Coluna da Morte, o livro é acima de tudo, uma obra de memórias. Dessa forma, as perspectivas pessoais do autor não raro acabam por tornar cansativa a leitura. Para quem é de São Paulo, como eu sou, é uma leitura muito interessante visto que detalha batalhas e escaramuças que ocorreram em regiões muito familiares, dos quais até mesmo percorro no dia a dia. Então é algo bastante curioso imaginar que por entre ruas, bairros e estações que conheço ocorreram pesadas trocas de tiros, bombardeios e os mais diversos tipos de conflitos. Porém, para quem não é da região ou não é familiarizado com ela, certamente ficará pedido com tanta descrição de ruas, acessos, bairros e demais caminhos percorridos pelo batalhão do tenente Cabanas. E falando nele, o autor não poupa autoelogios. Talvez por ser um livro de memórias com o objetivo de justificar muitas de suas ações num contexto histórico de perseguição política pós-revolução, precisava mostrar "o seu lado da história". Além do retrato da revolução e de suas batalhas, Cabanas demonstra num livro ser um grande conhecedor do Brasil e de seus problemas, trazendo entre os detalhes das batalhas e fugas, análises e críticas da situação social do Brasil e do brasileiro. O livro é dividido em três partes: a primeira sobre a Revolução e a Coluna da Morte; a segunda com textos de conferências e discursos que o autor realizou após a revolução; e por fim, poemas com temática revolucionária e nacionalista.

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    João Cabanas

    João Cabanas foi um militar brasileiro da Força Pública do Estado de São Paulo, atual Polícia Militar do Estado de São Paulo, formado na Escola de Oficiais da Força Pública paulista, e bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo. Filho de pais espanhóis, Arthur e Balbina Cabañas, João Cabanas foi um dos principais membros do tenentismo. Como 1º Tenente do Regimento de Cavalaria da Força Pública, participou ativamente na Revolução de 1924, em São Paulo, comandando a ocupação militar da Estação da Luz, atuando no cerco de Catanduvas e cobrindo a retaguarda da Coluna Miguel Costa até Guaíra. Suas ações à frente da coluna estimularam a imaginação popular e o surgimento de lendas sobre sua pessoa e sobre seus feitos militares. Sua coluna recebeu o nome de "Coluna da Morte". Eram-lhe atribuídos poderes sobre-humanos em combates e fugas espetaculares. Por conta disso, o governo colocou sua cabeça a prêmio por quinhentos contos de réis. É considerado o primeiro militar a usar a guerra psicológica no Brasil. É autor dos livros "A Coluna da Morte" em que narra as façanhas de sua coluna no interior de São Paulo, durante a Revolução de 1924, e "Os Fariseus da Revolução" onde critica os fracassos da revolução de 1930.

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    São Paulo, Brasil

    João Cabanas