Projeto Manhattan - Volume 1 -

    Jonathan Hickman, Nick Pitarra

    Devir
    2014
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Os bastidores do Projeto Manhattan que, durante a Segunda Guerra Mundial, reuniu algumas das mentes mais brilhantes da época para, entre outras coisas, desenvolver a bomba atômica. Só que isso é somente uma fachada para os projetos realmente importantes (e secretos) desenvolvidos pelo grupo de cientistas. Joseph Oppenheimer, um assassino com problema de múltiplas personalidades, acredita que “devorou” seu irmão gêmeo, o físico Robert, e se tornou um amálgama dos dois. Ele encontra o Tenente General Leslie Groves, que o apresenta ao Projeto Manhattan, que inclui coisas como explorar o espaço pan-dimensional em busca de tecnologias avançadas para construir máquinas impossíveis. Mas isso não é tudo! Dentro deste complexo tecnológico, 150 mil computadores funcionam conjuntamente para simular a mente de um certo Franklin D. Roosevelt. Há o Cientista Harry Daghlian, que, aparentemente, absorveu tanta radiação, que acabou se tornando apenas um esqueleto num traje de contenção. Ah! E tem também Einstein tentando abrir uma porta interdimensional que ele mesmo criou. Mas não podemos nos esquecer de cientistas nazistas, militares sem escrúpulos, políticos ambiciosos e alienígenas, MUITOS alienígenas!

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    Paulo 01/10/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    "(...) escondemos nossas fraudes mais importantes por baixo de uma mentira mais tolerável: "A de que o Projeto Manhattan é um programa de pesquisa e desenvolvimento dedicado à construção e implementação da primeira bomba atômica do mundo."

    E se a criação da bomba atômica fosse apenas uma fachada do famoso “Projeto Manhattan” e Albert Einstein, Richard Feynman e Robert Oppenheimer fizessem parte de um projeto secreto científico-militar, independente da política dos Estados Unidos, que estivesse na verdade desenvolvendo uma tecnologia de ponta inimaginável para acessar portais dimensionais, realizando contatos com alienígenas, dentre muitas outras coisas fantásticas? Este é basicamente o cenário de Projeto Manhattan, obra criada pela dupla Jonathan Hickman e Nick Pitarra. Para isto eles usam e abusam de uma miscelânea de referências a conspirações e conceitos de ficção científica, não economizando em referências ligadas a conspirações de nosso mundo, como Roswell, Tunguska, e a teoria de um “governo secreto” que comanda os Estados Unidos, apresentando versões alternativas de personagens e fatos históricos de nosso mundo. E a partir daí, tudo o que aprendemos nos livros de História parece não fazer mais sentido. Quer dizer, talvez o que você tenha aprendido nos livros de História, pois por mais que eu não seja um leigo em matéria de II Guerra Mundial, Guerra Fria e a corrida espacial entre EUA e URSS, tampouco posso dizer que seja um profundo conhecedor da história-norte americana, o que me deixou tateando no escuro em algumas cenas dessa HQ. Isso por um lado é bom, pois é legal não saber exatamente o que está por vir, e o que é fato e o que é ficção, mas por outro me deixou com a impressão de que alguns diálogos e algumas cenas foram pensadas para surpreender quem já conhecia aqueles personagens, e que por isso não teve o efeito desejado em mim. Eis, então, uma recomendação: leia a HQ com o Google aberto. A primeira vez que li a edição, sem saber nada a respeito destes personagens, achei a experiência apenas “ok”. Passado uns meses, resolvi ler novamente a edição, mas dessa vez, antes, dei uma pesquisada sobre os protagonistas, do general dos EUA Leslie Groves, ao cientista espacial alemão Wernher Von Braun, e a experiência foi outra: muito mais divertida e proveitosa, e não pude deixar de sacar a genialidade de Hickman na forma que aborda temas caros a história norte-america e como brinca com fatos que aconteceram de verdade para moldar a personalidade fictícia de suas criações, que adquirem um tom mais sarcástico e satírico, abraçando o bizarro, o absurdo, e o gore. Sim, essa história é bem violenta e visceral. Leia de estômago preparado. Quanto a arte, é um trabalho muito bem feito e caprichado de Pitarra, mas que beira o grotesco, o que me fez lembrar de Frank Quitely. Infelizmente pra mim, faltou alguma coisa na narrativa, que não conseguiu me instigar ao ponto de me deixar louco pra ler as próximas edições. Eu não sou fã de histórias de humor negro e violência generalizada, portanto eu ficava esperando os gatilhos da narrativa pra ne estimularem a continuar lendo, o que não rolou. Apesar das ótimas sacadas e das tramas brilhantes, a maneira que elas são contadas me pareceu mais uma miscelânea de “one shots” criativos e sangrentos, do que uma narrativa continua que vai crescendo de intensidade até o clímax, e por isso não funcionou muito bem pra mim. Mas enfim, se você gosta da mistura de ficção científica, história alternativa e humor negro, recomendo fortemente a leitura dessa HQ, que reflete (de uma maneira um tanto quanto insólita, pervertida e exagerada) sobre os limites do homem e questiona os avanços da ciência e da tecnologia e sobre a ganância humana por conhecimentos além dos conquistados por si mesma.

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