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    Vigo, Vulgo Almereyda -

    Paulo Emílio Sales Gomes

    Cosac Naify
    2009
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788575037225
    Português Brasileiro
    4.2
    6 avaliações
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    Favoritos1Desejados7Avaliaram6

    Vigo, vulgo Almereyda combina biografia com a história da Paris convulsionada por agitações políticas do começo do século passado. O livro joga luz na vida de um personagem considerado controverso da esquerda francesa, além de apresentar os traços que ecoariam nos filmes de Vigo. Jean Vigo ganha esta edição enriquecida com imagens dos filmes e do cineasta, além de posfácio, texto de Manoel de Oliveira, bibliografia, filmografia, índice onomástico e uma fortuna crítica, com nomes como François Truffaut, André Bazin e Ismail Xavier.

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    Resenhas (1)Ver mais
    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin09/05/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Não sei, me parece que aqui o Paulo Emílio privilegiou o mote de "o máximo de informação no menor espaço possível" porque é um jorrar de prosa informativa sem espaço para digressões ou amenidades, compreendo perfeitamente quem gosta desse estilo, mas me parece endurecido demais e espero que o livro sobre Jean Vigo tenha um reflexo mais similar à poética do seu cinema. Uma anedota de que gostei foi saber que o Almereyda era tão crazy cat guy que quando ele convidou os amigos para irem até sua casa conhecer o caçula, todo mundo achou que era pra conhecer um gato novo, mas era o NOSSO Jean Vigo. No mais, a França anarquista e socialista do início do século XX estava fervendo, enquanto isso o Proust tomava chá e comia bolinhos na alta sociedade.

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 6
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Paulo Emílio Sales Gomes profile picture

    Paulo Emílio Sales Gomes

    Ainda muito jovem começou a participar ativamente da vida política e cultural da cidade de São Paulo e, com sua atuação e seus escritos, abriu novas perspectivas para a crítica cinematográfica no Brasil. Paulo Emílio foi preso pela repressão de Getúlio Vargas, após a Intentona Comunista de 1935, mas escapou e fugiu para a Europa, onde passou dois anos. De volta ao Brasil, matricula-se na Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e funda o primeiro clube de cinema, que foi fechado algum tempo depois pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Ele também organizou e dirigiu a filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, instituição transformada na Cinemateca Brasileira dez anos mais tarde. Participa da Revista Clima que iria reunir alguns dos futuros críticos de arte e literatura paulistas. Em 1946 foi estudar em Paris, como bolsista do governo francês. A partir da década de 1960, organizou mostras de filmes em Brasília, que originaram posteriormente o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Em 1965 criou o primeiro curso superior de cinema, na Universidade de Brasília, iniciativa infelizmente encerrada por causa da cassação de vários professores. Três anos depois tornou-se professor de História do Cinema Brasileiro no curso de cinema da Escola de Comunicações e Artes da USP. Foi casado com a escritora Lygia Fagundes Telles.

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    São Paulo, Brasil

    Paulo Emílio Sales Gomes