O livro recebe o subtítulo A Modern Retelling e faz parte do Jane Austen Project, ainda não concluído, onde 6 autores foram selecionados para reescrever os romances da autora dentro dos dias atuais.
Ao Sandy coube Emma e o resultado ficou... encantador. Bem, enredo é exatamente o mesmo, assim como os personagens: Emma Woodehouse tinha 5 anos quando perdeu a mãe, vítima de meningite bacteriana e vive com o pai e a governanta, Miss Taylor. Mimada e egoísta é perita em fazer comentários maldosos sobre tudo e todos mas seu senso de julgamento é bastante falho. Por um determinado acontecimento ela começa a se achar com dons de cupido e toma a jovem Harriett Smith como alguém que pretende ajudar nesse sentido. Pobre Harriett...
Imagino que deva haver duas formas de se apreciar o livro: de alguém que não conhece a história original e de quem leu Emma da Jane (meu caso) e já sabe de tudo que vai acontecer. E também dois tipos de opiniões: 1) não se deve ter a pretensão de reescrever Austen; 2) pode ser interessante uma versão moderna de histórias tão cultuadas e amadas.
Amo os dois, são dois livros excelentes mas já não sei mais se sou capaz de julgar os livros do autor com imparcialidade. Amo tudo que li dele até hoje e aqui é muito fácil reconhecermos sua assinatura, sua pureza, sua visão da vida, do amor, da beleza, da natureza humana, seu senso de humor.
Destaque para Mr Woodehouse, o pai de Emma e Isabella, a inocência em pessoa, extremamente ansioso, após perder a esposa teme doenças, bactérias, má alimentação, sedentarismo, etc.
O final é o mesmo mas teve uma pequena diferença que fez toda a diferença e me fez suspirar ao final pensando: tinha que ser AMcCS