O tema central deste livro é a discussão dos pressupostos da interpretação dominante dos brasileiros sobre si mesmos, seja na nossa prática social e institucional. Essa auto-interpretação pode ser denominada 'sociologia da inautenticidade', em que a idéia de um Brasil modernizado 'para inglês ver', uma modernização superficial e epidérmica, ganha corpo. Nela o Brasil é personalista, prá-moderno, ibérico e patrimonial. A partir dela nos vemos como o 'outro' da modernidade. Essa é a nossa 'sociologia oficial' e autores como Sérgio Buarque, Raimundo Faoro e Roberto DaMatta são alguns de seus expoentes importantes.

