Nota: não leia essa resenha porque ela possui linguagem de baixíssimo nível, empregada por uma leitora incrivelmente alvorotada.
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Depois não diga que não avisei.
Como alguém escreve um livro de merda desses?
Como alguém cria mocinhos tão horrivelmente equivocados?
Como alguém gasta 500 páginas falando a mesma bosta, com apenas ínfimas e malfeitas variações de uma mesma coisa?
Que porra de indigência vocabular é essa que faz a autora repetir as palavras e expressões de maneira ultrajante?
Que pobreza de trama, personagens e de cenas são essas?
Onde está a personalidade da mocinha? Dissolveu no pinto do cara?
E o mais importante? Por que li essa bagaça até o fim?
Fácil: como Knight é o tipo do livro que reúne uma profusão épica de porcaria, ele pede pra ser escangalhado com requintes de ruindade.
Porém, surgiu um empecilho: a história é tão improvável, fraca e tosca que fica difícil escolher o que enxovalhar primeiro. Nem sei como iniciar meu processo de esculacho com tamanha fartura de horrorosidade.
O enredo é simples, dá pra contar em econômicos segundos: cara rico, perigoso e bonito cisma com mocinha. Ele diz, de maneira bastante original: quem manda nessa porra sou eu e eu vou comer você na porra da hora que eu quiser. Ela: sim, querido. Ele então dá umas espancadas nela, passa a escolher a hora em que ela vai arrotar ou respirar, mas num acesso de 19 segundos de pseudocrise, a morrinha não sabe se aceita sua dominação com porradas de amor (blaaaaaaaaaargh!!!) ou se larga o cara com sua riqueza, beleza e doidera pra trás.
Ela escolhe ficar com o maluco (dãããããã) e acaba a história.
Acho que preciso assistir algo mais sofisticado que esse livro - Teletubbies, por exemplo - pra ver se meu nível intelectual sobe um pouco.
E antes que eu me esqueça, preciso dizer que nunca na história real ou fictícia, ninguém sussurrou tanto. A baranga da mocinha só sussurrava. Só sussurrava, porra! E, pior, era sempre a mesma frase: “Oh, querido...”.
?????????????????
É cacoete?
Tá pagando promessa?
E faço um juramento; se alguém sussurrar ou usar qualquer uma das palavras “oh!” ou “querido” na minha frente, entro de voadora.
Mas você pensa que a tosquice acabou? Não. O cara chamava a criatura de “meu bebê” e queria que ela o chamasse de “papai”. E a mocinha se excitava com isso. Frases como “se abra para o papai comer tua buceta” ou “meu papai gosta de mim arregaçada” eram recorrentes. Só eu já ultrapassei o nível de me sentir ultrajada e comecei a rir de tudo?
Aí, você pode pensar: mas este é um livro erótico com toques de BSDM. Não, essa merda é mal escrita, mal elaborada e com péssimos padrões. Quando perder a personalidade é normal? Quando deixar o cara comandar a vida é saudável? Muitos acham sexy porque o cara é lindo é rico.
Põe o Tiririca como mocinho e veremos se o resultado é o mesmo.
Ah! Quer saber? Cansei.
Que essa história morra seca e arreganhada.
;)