Hotel Sunrise - The Sunrise

    Victoria Hislop

    Porto Editora
    2015
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9789720047304
    Português

    Famagusta, no Chipre, é uma cidade dourada pelo calor e pela sorte, o resort mais requisitado do Mediterrâneo. Um casal ambicioso decide abrir um hotel que prime pela sua exclusividade, onde gregos e cipriotas turcos trabalhem em harmonia. Duas famílias vizinhas, os Georgious e os Özkans, encontram-se entre os muitos que se radicaram em Famagusta para fugir aos anos de inquietação e violência étnica que proliferam na ilha. No entanto, sob a fachada de glamour e riqueza da cidade, a tensão ferve em lume brando… Quando um golpe dos gregos lança a cidade no caos, o Chipre vê-se a braços com um conflito de proporções dramáticas. A Turquia avança para proteger a minoria cipriota turca e Famagusta sucumbe sob os bombardeamentos. Quarenta mil pessoas fogem dos avanços das tropas. Na cidade deserta, restam apenas duas famílias. Esta é a sua história.

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    rita nascimento16/03/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Muito bom para quem gosta de romances de e na guerra.

    Aphroditi é descrita pela autora como uma mulher sensual e bela tal como a Deusa que lhe deu o nome. Ao longo do livro ela parece-nos uma contradição, por vezes ela quer ser mais do que lhe dão crédito, outras comporta-se exatamente como esperam dela. Esta personagem evolui bastante ao logo do livro e vai surpreender. Aphroditi é casada com Savas, egoísta, arrogante, e cuja ideia de boa vida é ficar bilionário, para isto constrói o Sunrise Hotel, de uma grandeza e um luxo similar aos grandes hotéis europeus. Dá pouca importância à mulher, tratando-a como um objeto que possui. Gostei particularmente de poder chegar ao fim e de não poder afirmar quem tinham sido os personagens principais nem sequer, ao longo da leitura, perceber quem seriam os "bons/maus da fita". Na primeira metade do livro, com o romance entre Aphroditi e Markos ( uma espécie de faz-tudo do Hotel), captamos que a narrativa irá girar em torno destes dois personagens, não é esse o caso. Pela importãncia que o Hotel Sunrise irá ter na vida dos envolvidos nesse romance, deveriam ser os personagens principais, junto dos quais os ódios, os amores, as traições, as ambições, o sentido do dever tomam entre os cipriotas turcos e gregos tomam uma grande dimensão. Os momentos mais dramáticos são descritos nos capítulos pós-ocupação*, quando as duas famílias (Georgious e Özkans, estão isoladas e têm de depender e confiar uns aos outros, escondidas no Hotel Sunrise. Estes momentos dão emoção à história e não vão deixar os leitores indiferentes. Eu senti o coração apertado em vários momentos o longo da história. O melhor de tudo: eu nunca ouvi falar desta guerra, muito menos me lembro de ouvir falar sobre o Chipre (uma ilha estratégica no leste do Mar Mediterrâneo, conhecida por ser um ponto de encontro entre a Europa, a Ásia e o Médio Oriente).

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