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    Mentiram para Mim Sobre o Desarmamento -

    Flávio Quintela, Bene Barbosa

    Vide Editorial
    2015
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788567394596
    Português Brasileiro
    4.4
    1300 avaliações
    Leram1923Lendo132Querem1545Relendo0Abandonos23Resenhas108
    Favoritos120Desejados1545Avaliaram1300

    Depois do sucesso de Mentiram (e muito) para mim, Flavio Quintela faz uma parceria de peso com Bene Barbosa para compor esta excepcional obra, que deixa as mentiras sobre o desarmamento de civis nuas no meio da sala. Aos que já conhecem o assunto, o livro oferece ótimas referências e informações precisas aos que não têm opinião formada, ou àqueles cujo conhecimento é restrito à mídia e às campanhas do governo, o livro é um ponto de inflexão, um divisor de águas, com sua clareza e assertividade. Com uma linguagem direta e um ritmo agradável, Mentiram para mim sobre o desarmamento é leitura mais que necessária para todos os que defendem as liberdades inegociáveis dos indivíduos. Numa época de recrudescimento de tantos regimes totalitários, é uma mensagem imprescindível e um alerta essencial.

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    Jamile Almeida Silva picture
    Jamile Almeida Silva13/10/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Foi bom, mas faltou...

    O livro foi importante para desfazer alguns mitos que tinha e para alertar sobre a falta de adequada informação a respeito do tema e a manipulação midiática. Alguns pontos importantes e que concordo: - Desarmamento é usado como forma de dominação - desde o Brasil colônia onde foi proibido fabricar armas até o período regencial onde as armas estavam nas mãos da guarda apenas, quando Getúlio Vargas as tirou dos fazendeiros dando espaço ao cangaço. E de como a revolta de São Paulo só foi possível pela posse de armas - Outro ponto que eu MUITO concordei! Quem comete o crime não é a arma, quem mata não é o carro... quem mata é a pessoa que está possuindo aquele objeto! Saiamos da fantasia e voltemos a realidade, as manchetes mascaram muitas vezes quem está por trás do ato para condenar o objeto pelo crime! Isso é surrealismo puro e não cabe. Quem mata é o homem que usou tal objeto – daí a RESPONSABILIDADE em possuí-lo. - Acidentes domésticos acontecem e crianças morrem, infelizmente. Mas acreditem, queda é uma causa muito mais comum do que acidente com arma de fogo e ainda assim não é a principal causa de morte de crianças nem os países armados. O carro mata muito mais por acidente e ninguém proíbe seu uso, há um controle e regras para uso, pois seu uso inadequado possui potencial malefício, pois bem. - A política do desarmamento desarma a população, não o bandido! Isso é obvio e claro! Porém há pontos nesse livro, que para mim, o deixaram incompleto e perdeu na minha avaliação. - No é apresentado exemplos de países que após a proibição das armas, tiveram aumento da violência, como a Inglaterra, Austrália, Irlanda, Jamaica. Traz dados, do outros lado da moeda, de como os países com liberdade armamentista não são os mais violentos. Ok, beleza... mas dados soltos, números absolutos, tendências, sem avaliações estatísticas adequadas, que prove - dentro de desvio padrão, hipótese do não acaso, com testes apropriado a estudos epidemiológicos populacionais – a significância estatística desses aumentos ou reduções de violência e validem essa informação, perdem a sua função. É o mesmo artifício usado pelos pró-desarmamentistas, manipulação numérica para validar informação falsa. Eu ate, e realmente, acredito que as informações são verdadeiras e provem sua teoria, talvez até exista tais avaliações estatísticas, mas não me foram apresentadas; - O porte legal é caro, restrito e burocrático, concordo... Sobrando (fora do ambiente jurídico/policial) apenas para os ricos, praticantes de tiro esportivo. Maior abrangência da população seria algo interessante, com menos custos também... mas redução da burocracia e redução das provas de idoneidade não me parece plausível. Estamos falando de armas... ter um carro (que pode ser usado de forma indevida), também é caro e burocrático... e, de certa forma, isso torna seu uso mais seguro em diversas circunstancias; - E para mim, a pior parte do livro foi usar o sentimentalismo – aquele que os autores tanto criticaram maquiando a função real de uma arma. Uma faca tem uma função específica de cortar, independente qual objetivo por trás - se para cortar uma corda, cortar uma carne, cortar uma pessoa - a função dela é cortar, cabe a quem a possui definir o objetivo final, mas a função é clara: CORTE! Os autores aludem que a função da arma não é ferir. Senhores, vamos lá: a função da arma é ferir/lesionar/machucar, independente se o objetivo por trás era uma ameaça, uma agressão, uma auto defesa ou a defesa de toda uma população. A arma tem a função de machucar e a depender de onde você mirar: mata. Cabe a quem possui definir o objetivo final, mas a função do objeto está definida e nada pode mudar isso! Sou contra muito poder na mão do estado. As distopias clássicas, modernas e a realidade que vimos e vemos em alguns países, mostram as consequências disso. Então, sou a favor da liberdade da pessoa em fazer a opção e assumir a responsabilidade de possuir ou não uma arma. Ao mesmo tempo não sou contra a algum controle sobre o uso, a pessoa em posse de uma arma, pode sim lesionar (para o bem, ou mal), então certo controle, pra todos saberem quem a usa, faz parte de uma liberdade realista e que pode proteger outras vidas. Porém eu, neste momento, fiz a minha opção de NÃO querer ter, mas jamais posso obrigar aos outros a fazerem a mesma escolha. Armas bem empregadas podem equalizar forças (uma mulher contra o estuprador), o pai de família defendendo a sua casa de invasores, proteção de toda uma nação contra terrorista --- ou seja, auto defesa, proteção de terceiros inclusive, MAIS IMPORTANTE, proteção contra a dominação de regime totalitários! Cabe a pergunta... o que aconteceu com o referendo de 2005? Foi posto na fogueira em praça pública?

    61 curtidas

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    • 5 estrelas51%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
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    Flávio Quintela

    Flavio Quintela, é engenheiro eletricista de formação e trabalha hoje como jornalista, escritor e tradutor de obras ligadas ao campo da política e da filosofia. Seu primeiro livro, <i>Mentiram (e muito) para mim</i>, é um compêndio de mentiras (e suas respectivas refutações) ouvidas desde criança, na escola, até hoje, na mídia e na boca das pessoas. Seu segundo, o <i>Mentiram para mim sobre o desarmamento</i>, é a continuação da série, escrito em parceria com um especialista da área, o Bene Barbosa.

    2 Livros
    9 Seguidores

    Flávio Quintela