O livro levanta aspectos importantes e interessantes acerca da relação e diferenças entre desejo e gozo no que se refere à sua sensação em esferar que diz respeito ao que é particular e universal. Faz uma discussão exaustiva acerca das semelhanças entre a ação do político e a ação do analista. Fala das formas de administração do mal-estar social e ressalta que as formas como cada cultura administra o gozo, o apetite e a satisfação, que são diferentes umas das outras.<br>
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Em contraponto, o livro caricatura muitas questões políticas que, ao meu ver, não podem ser reduzidas a uma simples característica. Reduz o conservadorismo à pura e simples conservação do presente com o passado e, principalmente, trata de forma rasa questões acerca de perspectivas revolucionárias.<br>
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Em diversos momentos fica obscura a discussão que o autor está fazendo acerca das relações entre a política e a psicanálise. Suas discussões giram em torno de apenas dois grandes nomes da psicanálise: Freud e Lacan. Percebo que ele não comete o pecado de tratar unicamente sobre individualidades, mas as discussões sobre política referem-se a uma política em um sentido micro, deixando a desejar a discussão acerca do macropolítico.<br>
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Muitas outras questões poderiam ter sido abordadas: Qual a relação entre psicanálise e o modo de produção capitalista, como são observadas as relações de poder pela perspectiva psicanalítica? A partir dessas relações de poder, os problemas desenvolvidos nessa lógica/modelo de produção é percebido pela psicanálise de que forma? Como abordar, com a psicanálise, questões acerca da relação consumo x prazer? (Já que outra proposta do livro é tratar sobre a felicidade)<br>
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Deixou a desejar.