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    Uma Breve História da Riqueza (Uma Breve História)

    William J. Bernstein

    Editora Fundamento
    2015
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-13: 9788539506095
    Português Brasileiro
    4.6
    28 avaliações
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    Em Uma Breve História da Riqueza, William J. Bernstein apresenta uma fascinante viagem pela história da economia do mundo moderno, identificando os pilares da prosperidade e seus efeitos sobre a civilização nos últimos 200 anos. Por que algumas economias progrediram enquanto outras permaneceram estagnadas? Quais foram os eventos que impulsionaram o desenvolvimento econômico? Como muitos países se adaptaram ao progresso para poder sobreviver? Com uma minuciosa pesquisa, o autor avalia o desenvolvimento econômico mundial ao longo da história, mergulhando nos aspectos culturais e em marcos históricos, como a invenção da máquina a vapor, do telégrafo e a evolução do transporte marítimo. Uma Breve História da Riqueza lança uma nova luz sobre o progresso das nações, a democracia, a tecnologia e a busca pela felicidade. É uma esplêndida revisão histórica repleta de informações que mudarão sua maneira de ver o mundo.

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    Antonio Volnei de Campos picture
    Antonio Volnei de Campos12/09/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma Breve História da Riqueza

    O inicio da obra mostra as primeiras impressões econômicas em relação ao mundo, especialmente a de um economista que ficou bastante com sua teoria de que haveria a falta de alimentos em determinadas épocas e o que acabou por não se tornar real. Nesta primeira parte da obra o autor mostra de que forma o homem se desenvolveu em relação a economia que passou a vigorar a partir do momento que ele deixa de ser nômade e passa a cultivar a terra. A domesticação de alguns animais promove o surgimento de doenças como o sarampo e a varíola. Alguns grupos que são ainda nômades são em numero muito menor pois dependem de uma área de 2,5 Km para sobreviver, enquanto que o homem que cultiva a terra, alem de precisar de menos espaço, tem um grupo muito maior de membros em seus grupos. Estas situação é que vão exigir que alguns especialistas surjam nos grupos. Uns se especializaram na segurança, outros na agricultura, outros na criação e manutenção de ferramentas. Aos poucos a sociedade vai se organizando.Tudo isso vai se dar a partir do momento que o homem toma posse do crescente fértil que vais acontecer por volta de 12 mil anos atras. No segundo capitulo o autor ainda volta no tempo para mostrar como as tribos tratavam o direito de propriedade. De acordo com sua leitura, as primeiras civilizações do Crescente Fértil e do Egito eram hierárquicas e totalitárias . As terras deste território "entre rios", correspondem aproximadamente ao atual território do Iraque, uma região árida e plana entre os rios Tigre e Eufrates. A agricultura se desenvolveu um pouco mais tarde no Vale do Nilo e a convivência social fez surgir a necessidade de um conjunto de leis que deu origem ao conhecido código de Hamurábi, por volta de 1750 a.C. Com o passar dos anos vão surgindo novos códigos e assim nasce a democracia que nas palavras de Aristóteles " o melhor material para a democracia é uma população agrícola ; não exite dificuldade em formar uma democracia onde a maior parte das pessoas viva da agricultura ou da criação de gado " Nesta parte do livro é abordado também o trabalho escravo, bem como o papel da mulher em sociedade. Alguns costumes antigos nos parecerão estranhos pois são muito diferentes dos que estamos acostumados. São abordados também o preço das guerras. Aqui o autor nos mostra que em nenhum momento o homem se importa em se tornar escravo por conta de alguma divida pois a final o escravo não vai para a guerra." "Até o século XVII a humanidade vivia a mercê das religiões como o judaísmo, o islamismo e o catolicismo. Todas as ideias e crenças eram controladas pela religião. Essas souberam explorar muito bem o medo do sobrenatural e a ignorância popular. Por esse motivo muitos pesquisadores foram perseguidos e até mortos quando tentaram mostrar a verdade por meios que divergiam daqueles aceitos pela igreja Tanto no ocidente quanto no oriente médio antigo e medieval, as religiões organizadas se fecharam em sistemas estáticos e crenças que sufocavam as pesquisas e a discordância. A ciência Dra passos mais significativos a partir das reformas protestantes, deixando o homem mais livre para pensar e enfim pesquisar sem medo, principalmente depois do advento do Iluminismo. De um só golpe, o papel da igreja como guardiã de todo conhecimento temporal lhe foi rude e publicamente subtraído. Daí em diante, o cidadão ocidental podia continuar dependendo da igreja para revelar os segredos do outro mundo, mas não confiar mais em suas explicações sobre a mecânica deste. Para Francis Bacon ( 1561 a 1626) o homem de sua época estava vivenciando o mito da caverna de Platão, ou seja, cada um via nas sombras aquilo que queria ver e não o mundo real. No seu Livro Dois de “ O novo Organon” , Bacon descreve a necessidade de se desenvolver um método cientifico imparcial com os mesmos materiais e seguindo a mesma linha deforma que ser possa obter os mais variados resultados. Com todo avanço que teve a ciência depois de se desvencilhar da religião, o cientista não deixou de crer em Deus, muito pelo contrario, , estudando o universo foi que o homem conseguiu compreender o quão grande é o Criador em todos os sentidos . A separação entre ciência e religião foi benéfica para ambas as partes, pois a partir daí a ciência buscou seu foco em “do que e como “, enquanto que a religião focou em “ quem e por que”. Muito mais tarde governos e religião seriam igualmente dissociados , o que ajudaria a abrir caminho para uma exploração de propriedade econômica. Conforme o mundo foi mudando , muitas invenções foram surgindo . Algumas só se mostraram eficientes depois de muitas mudanças ou a invenção de outras que as tronassem mais uteis e viáveis como foi o caso da lampada incandescente de Thomas Edison que mostrou sua eficiência depois do aperfeiçoamento da corrente alternada . Voltando um pouco no tempo veremos o quão foi importante para a evolução do homem a invenção de coisas como a moeda ou mesmo as letras de cambio que já circulavam na Itália por volta do século XVI .Desenvolvimento de ferramentas foi de fundamental importancia para a evolução das maquinas. Até o ano 1000 todo trabalho era realizado por mãos humanas sem muitas ferramentas. Os primeiros arados também exigiam uma grande força animal, alem de no minimo duas pessoas para opera-lo. Com o aperfeiçoamento desta ferramenta já não era necessário o uso de 4 a 6 bois para puxa-lo mas apenas dois cavalos. As bombas d'água foram desenvolvidas e aperfeiçoadas com a intenção de tirar água das minas e assim poderem explorar veios mais profundos de carvão vegetal. O comercio entre os paises proporcionou um crescimento muito grande em alguns países como a Inglaterra e a Holanda apesar de suas terras inundadas e em seguida os EUA depois de sua independência . Os holandeses foram grandes comerciantes que negociavam todo tipo de mercadoria , inclusive as turfas que estavam abaixo das áreas antes alagadas. Indo de um país a outro eles vendiam de tudo . Suas viagens chegavam durar 16 meses, envolvendo dezenas de navios . Já as companhias inglesas deram inicio as suas viagens por volta de 1601 com pouco acesso ao capital Holandês . No século XIX a Inglaterra havia se tornado o maior forte mundial de capital para investimento." O grande impulso para o desenvolvimento se deu na revolução industrial da Inglaterra que é identificada no período que vai de 1760 até 1830. Apesar de representar uma grande importância histórica, a França acabou ficando fora desse desenvolvimento, permanecendo ainda por um longo período em um sistema feudal retrogrado. Quando se de o inicio do reinado de Henrique IV em 1589 este sema estava quase extinto na França. A coroa encontrava dificuldades para arrecadar impostos e por isso terceirizou a coleta das taxas o que mais adiante promoverá outro problema. O sistema era defeituoso e devastador para o vigoroso do Estado. Enquanto o inglês buscava fazer crescer seus negócios de forma a deixar uma gorda herança aos filhos e educa-los para que este desse continuidade ao mesmo trabalho e prosperasse ainda mais, o Frances buscava fazer de seu filho um nobre ou um servidor publico .Até os dias de hoje aspiram o status de fonctionnaire, ou seja, um burocrata dotado pelo Estado." O autor finaliza a obra com um apanhado geral do ponto de vista econômico mediante aos grandes conflitos bélicos enfrentado pela humanidade nos últimos 3 séculos.

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