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    La fête de l'insignifiance -

    Milan Kundera

    Gallimard
    2014
    142 páginas
    4h 44m
    ISBN-13: 9782070145645
    3.6
    2193 avaliações
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    Jeter une lumière sur les problèmes les plus sérieux et en même temps ne pas prononcer une seule phrase sérieuse, être fasciné par la réalité du monde contemporain et en même temps éviter tout réalisme, voilà La Fête de l'insignifiance. Celui qui connaît les livres précédents de Kundera sait que l'envie d'incorporer dans un roman une part de « non-sérieux » n'est nullement inattendue chez lui. Dans L'Immortalité, Goethe et Hemingway se promènent ensemble pendant plusieurs chapitres, bavardent et s'amusent. Et dans La Lenteur, Véra, la femme de l'auteur, dit à son mari : « Tu m'as souvent dit vouloir écrire un jour un roman où aucun mot ne serait sérieux... je te préviens : fais attention : tes ennemis t'attendent. » Or, au lieu de faire attention, Kundera réalise enfin pleinement son vieux rêve esthétique dans ce roman qu'on peut ainsi voir comme un résumé surprenant de toute son œuvre. Drôle de résumé. Drôle d'épilogue. Drôle de rire inspiré par notre époque qui est comique parce qu'elle a perdu tout sens de l'humour. Que peut-on encore dire? Rien. Lisez !

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    Keylla Wittmann picture
    Keylla Wittmann11/08/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leve como uma pluma de perdiz ou de um anjo

    Após conhecer o belíssimo " A insustentável leveza do Ser" decidi que conheceria todos os títulos de Milan Kundera. Ninguém nunca falou de amor como ele, e seus textos filosóficos(nesta obra, Kundera referencia Kant e Schopenhauer) me fizeram ser fã desse escritor tcheco agora cidadão francês. Quando soube do lançamento após um hiato de 14 anos corri para adquirir meu exemplar. A festa da insignificância é como um bate-papo entre amigos num fim de tarde. O pano de fundo é a cidade de Paris, logo recomendo a trilha sonora do filme da Amélie Poulain e um bom vinho (ou talvez um armanhaque, como o adquirido por Rámon, um dos amigos que protagonizam a história) para acompanhar o leve diálogo entre os personagens. O autor coloca em cena quatro amigos parisienses que vivem numa deriva inócua, característica de uma existência contemporânea esvaziada de sentido. Os amigos constatam que as novas gerações já se esqueceram de quem era Stálin, perguntam-se o que está por trás de uma sociedade que, em vez dos seios ou das pernas, coloca o umbigo no centro do erotismo. Profundo, ironicamente conformista, Kundera transita com naturalidade entre a cidade de Paris de hoje e sua vida esvaziada e a União Soviética de outrora, traçando um paralelo entre essas ambas as épocas e parodiando o stalinismo. Seu romance problematiza o pior da civilização e ilumina problemas da humanidade e do mundo, porém o faz com delicioso humor, mostrando com lirismo a insignificância da existência humana. Um dos pontos altos do livro são as conversas imaginárias com a mãe desaparecida de um deles. Ao narrar como ela se sentia na gestação deste personagem (páginas 94-95) me fez lembrar, pelo tema e pelo gesto crispado, o quadro O Hospital Henry Ford ou A cama voadora, de 1932 da Frida Kahlo. Só me fez querer caminhar sem compromisso, com pensamentos soltos, pelas ruas e parques de capital francesa. Torcer para que esta obra, não seja a última valsa de Kundera. ----------------------------------------------------- Considerações: - O livro foi publicado na França no ano passado e causou alvoroço no mundo editorial, pois o autor não publicava obras de ficção desde A Ignorância, lançado em 2002. - Amo o que envolve a França e Kundera, então, esse livro foi uma rara experiência. - Leitura leve e rápida. Li em torno de 2 horas. (Porém, não digo que é de fácil entendimento) - É melhor ou pior que "A insustentável leveza do ser" ? Cada livro é único. Leia. Porque é um Kundera. A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Ela está presente mesmo ali onde ninguém consegue vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças. Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome. Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar a insignificância, é preciso aprender a amá-la.

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