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    Chão de ferro

    Pedro Nava

    Companhia das Letras
    2012
    456 páginas
    15h 12m
    ISBN-13: 9788535921557
    Português Brasileiro
    3.8
    6 avaliações
    Leram16Lendo0Querem39Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados39Avaliaram6

    Publicado originalmente em 1976, Chão de ferro aborda principalmente a vivência carioca do autor mineiro na primeira metade do século XX. Aquele Rio que, como dizia um famoso cronista da Belle Époque, “modernizava-se”. Ou seja, já passara - não em algum trauma - pelas reformas urbanísticas empreendidas pelo prefeito Pereira Passos, adotava os confortos da modernidade (o automóvel, o rádio, os primórdios da indústria cultural). E Minas Gerais sempre dando a perspectiva das coisas. O narrador se desloca de trem entre esses dois polos todo o tempo: no Rio está o colégio interno; em Minas, as férias com a família e, posteriormente, a faculdade em que ingressa em 1921. Não são polos meramente geográficos, mas dimensões existenciais, afetivas, intelectuais, sociais, culturais e civilizatórias distintas. Concentrando ações transcorridas entre 1916 e 1921, Chão de ferro se abre e se fecha descrevendo aulas, no tradicional e reputado colégio Pedro II e na Faculdade de Medicina. “Campo de São Cristóvão”, título do primeiro capítulo, praticamente forma um só capítulo com o último de Balão cativo, o volume anterior já lançado pela Companhia das Letras. Os dois capítulos juntos narram uma história do Pedro II a partir da experiência do narrador no colégio. “Rua Major Ávila” narra os anos de 1917 e 1918, em que passava as folgas do colégio na companhia dos seus tios paternos. O mesmo convívio é recriado em “Avenida Pedro Ivo”, reconstituindo acontecimentos de 1919-20. “Rua da Bahia”, o último capítulo, marca a volta do narrador, terminado o colégio, para a companhia da mãe, e de sua família nuclear, em Belo Horizonte, para preparar-se para o ingresso na faculdade

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    Diego Dávila picture
    Diego Dávila11/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nós, os cativos de Pedro Nava.

    O que seria um "Balão cativo" ? Um paradoxo de primeira para um livro de memórias. Na continuação de "Baú de ossos" temos a infância de Nava numa Belo Horizonte que não existe mais, seus estudos nos colégios Anglo em BH, no Pedro 2 no Rio de Janeiro. Interessante fazer uma tour por BH para ver como estão os locais que ele cita no texto. As relações com sua família, a genealogia, a descoberta da sacanagem no internato as meditações sobre a vida e a morte, uma prosa profusa(!). É preciso ler Pedro Nava pq no memorialismo o acontecimento real é filtrado pela subjetividade de quem narra e ficamos flutuando entre o conceito de real e o de verdade de quem escreve o que aconteceu. De qq modo Nava está na constelação dos grandes. Agora é ir para o próximo volume.

    4 curtidas

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    3.8 / 6
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    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Pedro da Silva Nava profile picture

    Pedro da Silva Nava

    Pedro da Silva Nava foi um médico e escritor brasileiro modernista, vencedor do Prêmio Jabuti por duas vezes (1974 e 1983). Como escritor tornou-se o maior memorialista da literatura brasileira, autor de seis livros. O primeiro foi <i>Baú de Ossos</i>. Depois deste vieram ainda <i>Balão Cativo</i>, <i>Chão de Ferro</i>, <i>Beira Mar</i>, <i>Galo das Trevas</i> e, por último, <i>O Círio Perfeito</i>. Em 2006, foi publicado um livro póstumo reunindo o que deixou incompleto com o título de <i>Cera das Almas</i>. Pedro Nava traçou nestas obras um completo painel da cultura brasileira no século XX, além dos costumes familiares e sua cultura popular. Sua escrita foi muito influenciada pelos centros urbanos nos quais viveu, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Suicidou-se no Rio de Janeiro, em 1984.

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    Minas Gerais, Brasil

    Pedro da Silva Nava