Uma história de coragem, com surpreendentes revelações de uma luta de anos para emagrecer, ante uma variedade de fórmulas e propostas de solução enganosas para este mal que assola a humanidade, que é ser gordo. Durante 29 anos da minha vida estive gorda. Aprendi a viver gorda. Vestia-me, penteava-se, maquiava-me, calçava-me, sentia-me, falava, andava e comia como gorda! Mas eu não sabia disso! O meu esquema mental já estava tão embaçado e engordurado, que eu nem percebi o que estava me acontecendo. Nem me considerava tão gorda assim! Chegava até a me ver como uma gorda "elegante". Esta história mudou e, neste livro, vou compartilhar essas experiências amarga e cruel, com você e com muitos outros gordos que, exaustos de tantas tentativas frustradas... Quando alguém está engordando, na verdade está adoecendo e não sabe. Não desenvolvemos essa doença por vontade nossa, mas somos responsáveis pelo nosso tratamento. Os fracassos (emagrecer, engordar, ...) de toda uma variedade de fórmulas e tratamentos só vêm comprovar o que já se sabe: estamos cuidando dos sintomas e não da causa. O engordar de novo vem exatamente dessa ilusão: emagreci, estou bem, posso manter o normal. Alguém foi enganado ou está se enganando. Mas podemos mudar isso. E, quando mudarmos, a maneira como estaremos vivendo, fará uma enorme diferença. Mas há de se construir uma nova maneira de se ver e estar no mundo; de se construir sonhos e brigar por eles; de se ver sem piedade, como alguém que vale o que conquistou; de se amar sobremaneira, para se fazer melhor para si antes de tudo; de construir uma vida que dê paixão de ser vivida. Este livro é um esforço continuo para clarear, cada vez mais, um caminho que envolve toda uma estratégia de vida, baseada na essência do homem, sujeito, autor de suas escolhas e conquistador solitário de seu destino, capaz de "ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais".
OBESIDADE uma doença do afeto - Uma nova abordagem na compreensão e tratamento da comilança compulsiva.
Elizabeth Maria Chimicati, Sálvio Ferreira Maciel
Obesidade - uma doença do afeto - Elizabeth Maria Chimicati, Sálvio Ferreira Maciel
O livro traz um auto relato de uma psicóloga ex-obesa e comedora compulsiva a qual compara o comer compulsivo com um Adicto em drogas ou bebidas. Para compreender as questões que envolvem a compulsão alimentar ela se utiliza da teoria psicanalítica na qual define o comer compulsivo como uma fixação na fase oral infantil e essa fixação surgiu da ideia de que alguém fez uma regressão à fase oral descrita por Freud. O CICLO VICIOSO DA COMPULSÃO, segundo o livro é: Frustração -> Comilança -> Engorda -> Autoestima baixa -> Solidão -> Abandono -> Frustração. Este é o princípio emocional da dependência compulsiva da comida. Ela compara o a compulsão a um impulso incontrolável como se fosse um "tubarão" que pode ser aquietado e dormir dentro do compulsivo, mas que não deve ser esquecido pois ele continua vivo e pode acordar a qualquer momento Segundo autora podemos colocar a nossa compulsão para dormir e podemos controlá-la, mas não acabar com ela. Outro aspecto que é abordado no livro é o aspecto de uma personalidade infantil do compulsivo o qual se manifesta como: imediatista, com ideias fixas, dependente, carente e egocêntrico. Pronto para satisfazer os próprios desejos através da alimentação. Nos mecanismos de defesa do ego seriam as atitudes que visam manter a doença dificultando as mudanças em direção à saúde. É destacado: a projeção, a repressão; a negação; a racionalização; a manipulação; e a procrastinação. Entre outras características da doença compulsiva ela destaca que é uma doença: progressiva, incurável que apenas pode ser controlada, que é fatal caso não seja tratada, e primária pois dela podem vir outras doenças. As consequências físicas da dependência e da compulsão pela comida são: a obesidade, cansaço, desânimo, dores generalizadas no corpo, diabete, colesterol alto entre outros. As consequências emocionais são: sentimentos de inadequação, baixa autoestima, ansiedade, culpa, depressão, vergonha, sentimento de menos valia, medo, auto piedade entre outros. E as consequências mentais: distúrbios de memória, atenção e concentração, ideia dispersivas, ideias obsessivas, entre outros A autora também destaca que a compulsão alimentar também pode estar ligada à fatores hereditários em que ao ser exposto a situações ambientais pode se manifestar. Para ela a grande virada da vida para se conter a compulsão é ter uma atitude honesta e humilde, como uma rendição de total de impotência para exercer o controle sobre a quantidade de comida que se deve consumir. Deve-se também admitir que foi perdido o controle total da própria vida e ao se tonar mais atento sobre isso, o compulsivo estará pronto para buscar ajuda no cainho da recuperação. Para ela o tratamento o programa terá três questões básicas: educação alimentar, atividade física regular e cuidado afetivo e emocional. Há um trecho onde é defendido que não se deve ser usado nenhum tipo de medicamento para atuar no humor. Particularmente achei esta afirmação tanto perigosa, pois sabe-se que outros fatores podem estar associados como depressão os quais precisam sim ser tratados com um especialista e muitas vezes necessitando de medicação. O livro contém algumas dicas para iniciar este processo que são: 1. começar com a decisão; 2. procurar ajuda profissional para realizar a dieta, atividades físicas e suporte emocional. 3. Assim como o alcóolatra deve evitar o primeiro gole, o compulsivo deve evitar o primeiro pedaço de comida tentadora. 4. evitar lugares em que costumava frequentar quando estava nos estados compulsivos. Uma parte que achei bem forte desse livro é que ela cita o seguinte "não brinque com a droga ela é mais forte do que você" Não acredito que a alimentação possa ser comparado com uma droga, acho um tanto perigoso essa comparação.Eem outro momento ela diz assim: "consideremos droga também qualquer ato ou sentimento de vida ou relações que nos mantém um cativos e nos levem a auto destruição" Por fim achei uma leitura interessante, porém com alguns pontos que eu discordo como: 1. Comparar a alimentação ou a compulsão alimentar com o vício de drogas; 2.A visão psicanalítica em que a compulsão alimentar é uma fixação na fase oral; 3. Se afastar completamente de todos os alimentos que são gatilhos; Isso se torna um tanto perigoso pois pode ser um pode ter um efeito contrário ao invés de diminuir a compulsão pode aumentar. Enfim como disse esse foi esse foi o relato da experiência da autora e como ser humano cada um tem a sua individualidade. Foi interessante saber a história dela, porém não acho que seja regra para todos que sofrem do mesmo problema.
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