Iniciei a leitura desse livro pensando que teria uma vibe similar com a trilogia adaptada pela netflix (Fear Street), ou seja, eu estava esperando um terror slasher e recebi uma história infanto-juvenil.
A ambientação, os diálogos, a construção de personagens, tudo é muito simples e mastigado, além de que o autor nunca se arrisca em descrições meticulosas sobre os crimes — provalvemente para não ficar impróprio para menores —, dificultando que eu sentisse medo ou agonia. Os parágrafos são um grande vácuo de sensações: as palavras eram lidas, só que nenhum sentimento conseguia ser exprimido delas.
No entanto, todas essas coisas poderiam ser perdoados se não fosse pela completa ausência de suspense. Em nenhum momento da trama fiquei curiose e/ou apreensive pelo que poderia acontecer. O assassino? Não pdoeria me importar menos. Tal personagem morreu? Ah, que pena. É tudo muito artificial. O escritor não sabe explorar o medo e a paranóia, sequer usa de outros recursos narrativos para manter o leitor entretido.
Além disso, as personagens são absurdamente unidimensionais. As femininas, inclusive, são retratadas de maneira tão inverossímil que fica claro que um homem as escreveu. Contudo, nem mesmo os personagens masculinos se salvam porque são descritos de maneira rão caricata que dá vontade de rir.
No fim, o que mais me "pegou" é que não tem quase nada de terror/horror ou mesmo um mistério. Acredito que se essa parte da história fosse melhor desenvolvida eu teria relevado os outros aspectos negativo, mas já que nem isso encontrei, me restou a frustração.