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    Jacques e seu amo - Homenagem a Denis Diderot em três atos

    Milan Kundera, Diderot

    Nova Fronteira
    1988
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.6
    22 avaliações
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    Jacques e seu Amo, a primeira peça de Milan Kundera e talvez a mais revolucionária de suas obras, é baseada em Jacques le Fataliste, de Denis Diderot. Neste romance inovador, o grande enciclopedista e autor francês do século XVIII inspirou-se em A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne para escrever um romance que desafia todas as regras da composição. Aqui, ele responde ao chamado destes dois mestres do "Século das Luzes", buscando uma liberdade na forma teatral. Em Jacques e Seu Amo, a ação é constantemente interrompida e se passa em dois tempos (passado e presente) que várias vezes se misturam. Os personagens criticam a mediocridade do autor, entram nos papéis uns dos outros e comentam a peça, que é rica de elementos: três tragicomédias amorosas (que no fundo são uma mesma história), o fatalismo determinista de Jacques e um erotismo, no dizer de Milan Kundera, "sem álibi sentimental". Mas no fundo é um blefe, uma grande brincadeira. A proposta é o absurdo, o nonsense.

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    Milan Kundera

    Milan Kundera é um autor tcheco. Nascido no seio da erudita família de classe-média do senhor Ludvik Kundera (1891-1971), um pupilo do compositor Leoš Janáček e um importante musicólogo e pianista, o cabeça da Academia Musical de Brno de 1948 à 1961. Kundera aprendeu a tocar piano com seu pai. Posteriormente, ele também estudou musicologia. Influências e referências musicológicas podem ser encontradas através de sua obra, a ponto de poder-se encontrar notas em pauta durante o texto. O autor completou sua escola secundária em Brno, em 1948. Estudou literatura e estética na Faculdade de Artes da Universidade Charles mas, depois de dois períodos, transferiu-se para o curso de cinema da Academia de Artes Performáticas de Praga onde realizou suas primeiras leituras em produção de scrpits e direção cinematográfica. Em 1950, foi temporariamente forçado a interromper seus estudos por razões políticas. Neste ano, ele e outro escritor tcheco - Jan Trefulka - foram expulsos do Partido Comunista Tcheco por "atividades anti-partidárias". Trefulka descreveu o incidente em uma de suas novelas, Kundera usou o incidente como inspiração para o tema principal de seu romance A Brincadeira, de 1967. Em 1956, porém, Kundera foi readmitido no Partido Comunista. Em 1970, porém, foi novamente expulso. Kundera, assim como outros artistas tchecos como Václav Havel, envolveu-se na Primavera de Praga de 1968. O período de otimismo, como se sabe, foi destruído no agosto do mesmo ano pela invasão soviética com exercito do Pacto de Varsóvia à Tchecoslováquia. Kundera e Havel tentaram acalmar a população e organizar um levante reformista frente ao totalitarismo comunista da União Soviética. Permaneceu neste intento até desistir definitivamente, no ano de 1975. Vive na França desde 1975, sendo cidadão francês desde 1980. Seus romances geralmente tratam de escolhas e decepções. Em seus livros é recorrente a crítica ao regime comunista e à posterior ocupação russa de seu país, em 1968, quando foi exilado e teve sua obra proibida na então Tchecoslováquia. Entre outros prémios, Milan Kundera recebeu, pelo conjunto da sua obra, o "Common Wealth Award" de Literatura (1981) e o "Prémio Jerusalém" (1985). Sua obra principal, "A Insustentável Leveza do Ser" ganhou em 1988 uma adaptação para o cinema, sob a direção de Philip Kaufman e com Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar e reconhecimento mundial. Desde então Milan Kundera nunca mais autorizou a adaptação cinematográfica dos seus romances.

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    Milan Kundera