Abrindo as cortinas do grande final, Masasumi começa dando uma conclusão ao pequeno arco com fatos históricos iniciado no volume anterior, da batalha da Tribo Sioux contra a invasão de seu território pelo exercito norte americano, e foi interessante como nesse curto espaço de tempo o autor construí tão bem o personagem Cavalo Negro, um líder Sioux que nutre um grande ódio pelo homem branco e vê seus irmãos dizimados pela metralhadora e posteriormente sua tribo sendo praticamente dizimada de maneira covarde por um membro da gangue Crimson , essa foi a fagulha que acendeu o pavio para o grande ato de coragem do nativo americano, que com o apoio de mais uma tribo passou um recado ao governo norte americano, num ato de bravura que levou o governo a reconhecer não somente o território indígena no Montana mas em outros lugares do Oeste também.
Os irmãos Burns finalmente tem a chance de enfrentar o algoz de sua Mãe, Edward King, e como já era de se esperar, o vilão deu trabalho a dupla, levando-os a beira da morte e antes do confronto final entre pai e filhos, um enorme rastro de morte e destruição assolará uma pequena cidade do oeste.
Foram 49 capítulos de uma boa história de Western, sem grandes pretensões, desviando-se pouco da trama central, o resultado foi satisfatório.
Os personagens melhor desenvolvidos foram justamente os protagonistas, Brad e Luke, os demais que surgiram o autor apenas os apresentou superficialmente, não sei se pela quantidade de páginas e edições que ele tinha pra contar a história, ou se foi propositalmente mesmo, não interferiu na obra em sí, mas sinto que faltou esse destaque ao vilão também, pois não sabemos nada de suas motivações, ele é simplesmente mau e pronto, ao contrário de seu amigo Eugene que aos poucos foi moldado pelo Cinco Pontos, mas que no fim ainda manteve parte de sua essência, o autor nem esclarece o motivo do crime que ele cometeu e que colocou os dois irmãos no caminho da vingança, esse é pra mim um ponto negativo que não dá pra ignorar.
Já o ponto alto sem dúvida alguma é a arte, que traço bem aplicado, um trabalho muito bem feito no preto e branco, com detalhes incríveis e um ótimo jogo de luz e sombra.
Enfim, é um mangá shonem, com as características desse tipo de publicação, personagens fortes com frases de efeito a todo momento, muita ação, mas que reserva também um espaço para um pouco de drama e contextos históricos muito bem inseridos. Recomendo aos amigos fãs de Western. Minha nota final 8,5.