3.5 / 5
Acho que todo mundo sabe que o que separa o ódio do amor - apesar de eles não serem opostos - é uma linha bem fina.
Só que o ódio, quando não vem acompanhado da indiferença, pode ir para caminhos que não são tão bons. Que é o caso do moçinho desse livro.
Ainda não sei o que dizer sobre esse casal, só que o cara deu um show de machismo em diversos momentos e isso me irritou demais enquanto eu lia. Acho que nada - nem a perda da irmã e nem as brigas entre o pai dele e o pai dela - justifica as ações do Dane, não justifica todas as merdas que ele disse para ela ao longo do livro e a forma como ele a fez se sentir.
Ele é fofo em alguns momentos, mas credito isso ao posto de machista dele. Não há outra explicação.
O livro é narrado pelo ponto de vista dos dois, mas senti que as visões eram bem limitadas, que não iam tão a fundo em todos os aspectos da história quanto poderiam ir.
O tempo passa que é uma beleza nesse livro, num capítulo as meninas acabaram de se acomodar no dormitório da faculdade e no seguinte já se passaram um ou dois meses. E isso continua acontecendo ao longo do livro, então não foca nem na amizade que a Kannedy já tinha com a Jade e nem na amizade das duas com a nova companheira de quarto, a Ashley, que em determinado ponto do livro "some".
Acho que até agora não entendi EXATAMENTE o problema dos pais do Dane da Kennedy.
Gostei da escrita fácil da autora, mas encontrei alguns erros de digitação, tipo "here" no lugar de "hear", nome de música errado e etc, e ele teria sido perfeito se, além desses errinhos, a autora tivesse se preocupado mais em realmente nos colocar dentro da vida e da mente dos personagens e tirar tudo deles.