"Um Pecado Maior" começa como um drama envolvente, traição, manipulação, irmã falsa, marido golpista e uma protagonista que, mesmo cega, enxerga mais que todo mundo junto. Konsalik entrega uma narrativa envolvente, cheia de detalhes, onde cada capítulo parece um episódio tenso de uma minissérie antiga, e isso é um elogio. O ponto alto do livro está no desenvolvimento, a tensão cresce bem, os personagens são bem desenhados (ainda que caricatos em alguns momentos), e há uma construção psicológica interessante da Louise, principalmente quando ela vira o jogo. Mas aí vem o final... e ele simplesmente não acompanha o que o livro vinha prometendo. Foi como se o autor tivesse cansado e decidido encerrar tudo às pressas. Faltou explicação, faltou emoção, faltou peso. Um fim que poderia ter sido marcante, mas acabou diluído e esquecível. Vale pela jornada, que é intrigante e prende. Só não vá com expectativa de um desfecho à altura do caminho percorrido. É como se o final fosse escrito por outra pessoa sem muita noção do que aconteceu no desenvolvimento.

