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    Parábola do Cágado Velho -

    Pepetela

    Nova Fronteira
    2005
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8520917291
    Português Brasileiro
    3.6
    61 avaliações
    Leram117Lendo31Querem117Relendo3Abandonos2Resenhas5
    Favoritos6Desejados117Avaliaram61

    Nesta obra, Pepetela se utiliza dos antigos mitos angolanos para criar uma história de amor num cenário de lutas, em que, mesmo sem fazer referências a períodos históricos específicos, podemos acompanhar as guerras em Angola - tanto a revolução pela independência, quanto a disputa fratricida entre Unita e Mpla - através dos olhos de personagens camponeses. Parábola do cágado velho mostra que a mistura de culturas em Angola não se dá só nos grandes centros urbanos e busca descobrir a verdadeiraidentidade angolana. O livro, que começou a ser escrito em 1990 e só foi publicado originalmente em 1997, se estrutura como uma epopéia moderna de Angola, na qual os feitos heróicos e o ufanismo, naturais do gênero, deixam a cena em favor dos sofrimentos e da resistência dos homens do campo.

    Resenhas (5)Ver mais
    Lorena Miguel picture
    Lorena Miguel30/07/2010Resenhou um livro
    0

    Parábola do Cágado Velho Pepetela Nova Fronteira, 2005 Admito, tenho mania de comprar livros por causa do autor, chego mesmo a nem ler sobre o que é a história. Com Cágado Velho foi assim, e quando comecei a ler e achei que ficaria perdida na história, comecei a me arrepender por ter essa mania. Mas Pepetela, novamente, me surpreendeu e fez eu ficar triste por ser um livro pequeno. O livro se mantém fiel ao que propõe, em ser uma parábola, que pro definição é uma narrativa curta com uma moral. Segundo a Wikipedia ainda é comparada erroneamente a uma fábula, o que também serviria para esse caso. Principalmente pelo tom de desconhecido que cerca, como não saber exatamente quando e onde, os significados dos nomes dos personagens principais. A história se passa na África, pode se assumir que na Angola, país do autor. Embora o plano principal seja a vida de Ulume e sua paixão por Munakazi, não é isso que realmente importa no livro. Acaba sendo só um fio condutor. Conduz a uma história situada na guerra e suas influências na vida daqueles que não participam (nem conhecem o motivo de acontecer). Conta sobre as batalha sobre a tradição e novidades, campo e cidade, pais e filhos. O livro trata de uma nova Angola, que não chega a todos após a independência, mas quando chega não pergunta como os antigos querem que seja. Os novos querem impor sua vontade através de armas sobre aqueles que conheciam a terra bem antes. É o que leva ao que eu mais achei interessante, que é: quem faz a guerra? Por que os grupos de soldados que aparecem para comer e levar mulheres são tão parecidos. Eles que qualificam como nossos e inimigos. Então qual grupo está certo? De que lado aquela pequena aldeia estaria se até os filhos que foram para a guerra foram para lados distintos. Eles não sabiam quais as diferenças nem quais os motivos de cada grupo, somente usavam a definição que os soldados davam para si mesmo e para os outros. Depois de um tempo Ulume define todos como inimigos desde que carregue uma arma. Já que todos fazem o mal a eles, são inimigos. Não seria assim toda guerra na essência? Uma crítica que eu tenho para fazer é o fato de que não houve uma real tradução do livro. Como os países têm a mesma língua criam que era fácil de compreender, o que mostrou ser uma grande falha. Por que o livro tem diversas expressões angolanas que brasileiros não fazem idéia, principalmente por que ele usa de diversas tribos africanas. E não vai ser um glossário com vinte palavras que vai resolver esse problema. O livro é compreensível, contudo você somente percebe o que realmente significa certas palavras depois de ler toda a frase. Isso atrapalha um pouco o livro, embora não seja um empecilho para apreciar o livro. - - - - - - - - - - - http://depoisdaultimapagina.wordpress.com/

    2 curtidas

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    3.6 / 61
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    • 1 estrelas3%
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    Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos

    Escritor e docente angolano que usa sua obra como reflexão da história contemporânea e dos problemas que a sociedade angolana enfrenta. Lutou juntamente com Movimento Popular de Libertação de Angola, período que retratou em seu romance "Mayombe".

    42 Livros
    91 Seguidores
    Benguela, Angola

    Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos