Robin foi um sucesso instantâneo. A presença do Menino-Prodígio teve dois efeitos importantes: primeiro, trouxe um herói com quem os leitores mais jovens podiam se identificar, por terem a oportunidade de ler aventuras em que alguém da idade deles combatia o crime; em segundo, modificaram a narrativa das próprias aventuras do Homem-Morcego, pois o herói vinha lidando com casos cada vez mais intrincados e, enquanto explicava para seu protegido como chegara à resolução deles, também esclarecia suas ações para os leitores. Esse recurso gerou uma tendência de excesso de didatismo nas HQs, muito criticado hoje em dia, mas que era perfeitamente funcional nos anos 1940 e 1950.
A carreira de Robin começou a mudar em junho de 1965, quando o escritor Bob Haney e o desenhista italiano Bruno Premiani criaram a Turma Titã. De início, a premissa foi bastante simples: tratava-se de uma equipe formada pelos parceiros mirins dos heróis da Liga da Justiça. Mas a partir do início da década de 1970, tudo começou a mudar.