A fronteira como destino de viagem: a colônia militar de Foz do Iguaçu (1888 - 1907) (Coleção Terra)

    Antonio Marcos Myskiw

    Unicentro; UFF
    2011
    241 páginas
    8h 2m
    ISBN-13: 9788578911041
    Português Brasileiro

    O livro desnuda a história da Colônia Militar de Foz do Iguaçu, fundada em fins do século XIX na fronteira do Brasil com o Paraguai e a Argentina. É um estudo de História Agrária que evidenciou a disputa pela terra na fronteira, assim como a resistência de colonos brasileiros e estrangeiros às diferentes formas de intimidação e violência levadas a cabo por militares e comerciantes. A abertura de uma picada ligando os campos a Oeste de Guarapuava à margem esquerda do rio Paraná, em 1888, atendia a distintos interesses. Ao Governo Imperial interessava a proteção dos limites territoriais do Brasil com a Argentina; o Governo da Província do Paraná desejava ampliar a exploração dos ervais e a ocupação das terras via formação de novas fazendas de criação de gado e muares, principais fontes de renda aos cofres públicos; para os fazendeiros dos campos Gerais gerava a oportunidade de acesso à terra devoluta para além dos campos do Chagú. A instalação de uma Colônia Militar na foz do rio Iguaçu, assentada na atividade agrícola e pastoril, tornou-se mais uma estratégia de ocupação e povoamento da fronteira. Teve um lento desenvolvimento devido a uma série de dificuldades que vieram a seguir. O pequeno número de colonos brasileiros matriculados, aliado ao isolamento geográfico, culminou no abandono significativo das atividades agrícolas e pastoril em função do extrativismo de erva-mate e madeira de lei adotado pelos militares para poder sobreviver na fronteira via comercialização com comerciantes argentinos da região de Posadas e Corrientes. As terras da Colônia Militar concedidas aos colonos brasileiros e estrangeiros matriculados, com o passar dos anos, passaram a ser objetos de disputas e conflitos agrários por não terem sido demarcadas e tituladas aos seus ocupantes. O estudo das fontes documentais apontou várias arbitrariedades, dentre elas: violências físicas e psicológicas, expulsões, invasão de terras, roubo de animais e de madeiras.

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