Vendidos e jogados “O jogo mais vendido não é, necessariamente, o mais jogado.” Que frase engraçada! Significa, então, que temos uma população de RPGistas brasileiros comprando módulos básicos e acessórios, sem usá-los. Significa que, embora Tormenta seja hoje o cenário de RPG mais comercializado em lojas e livrarias especializadas — como qualquer lojista ou distribuidor poderá confirmar —, por alguma razão não é o favorito dos jogadores. Guias de Tormenta são comprados e guardados no armário na mesma hora! Vende muito, mas ninguém gosta, ninguém joga?! Como pode ser isso?! Alguém mais cauteloso pode dizer: “vende mais, mas não quer dizer que seja o melhor.” Sim, essa afirmação teria mais fundamento. Muitos jogos excelentes, icônicos, realmente primorosos, nunca foram sucessos de vendas no Brasil. Paranóia, Shadowrun, Cyberpunk 2020 e Castelo Falkenstein são exemplos. Seus adeptos são e sempre foram poucos. Não por serem títulos ruins, mas porque seus temas são mais restritos, focados em jogadores com preferências seletas. Não adianta ser o melhor RPG sobre aventura submarina do mundo, se você nem sabe quem era Jacques Cousteau. Então o contrário também é verdadeiro? Vender pouco é sempre sinal de alta qualidade? Se vende muito, só pode ser ruim? Claro que não. No início dos anos 90, Gurps foi o RPG mais popular do Brasil. Na metade da mesma década, Vampiro e seu Mundo das Trevas eram os campeões de público. Vendiam muito em suas próprias épocas. Então, eram ruins? Ninguém gostava? Na virada do milênio vimos também a explosão dos Defensores de Tóquio. As várias encarnações do Manual 3D&T somam, até hoje, o maior número de livros básicos vendidos no Brasil — mais de 60 mil unidades. Ninguém gostava? Hoje, o Sistema d20 (Dungeons & Dragons, Ação!!!, Primeira Aventura, 4D&T) é o sistema de regras que vende mais livros básicos e acessórios no Brasil. E Tormenta é a ambientação de jogo que vende mais acessórios. Então, quem os está comprando, não está gostando? Não está jogando? Preferimos acreditar que estes jogos são mais vendidos por bons motivos. Porque são interessantes e divertidos, porque seu público está satisfeito com eles. Afirmar o contrário seria pura falta de bom senso. E em RPG, a única regra que nunca mudamos, a única regra para a qual não se abrem exceções, é a regra do bom senso. Equipe DragonSlayer Conteúdo desta edição: Encontros Aleatórios Tem alguém com complexo de “The Maxx”. Review Área de Tormenta, Terror em Porto Livre e Tome of Battle. Clássicos O livro dos níveis épicos para Dark Sun. Game Design A difícil tarefa de mestrar para os outros. Novos Talentos De dar inveja à mordida do Mike Tyson. Adaptação Do tempo em que você dava tiro em seus amigos. Gazeta do Reinado Jornal que informa e forra a jaula de seu familiar. Especial O primeiro vislumbre de dentro da Tormenta. Chefe de Fase O paladino mais mulherengo de Moreania. Regras Avançadas Mais armas, mais decisivos e mais uma chance. Moreania Nem todo moreau tem traços animais à toa. Dragon’s Bride Caiu tinta vermelha na HQ. Ficha técnica Autor: vários. Formato: 20,5 x 27,5 cm, 64 páginas, brochura.
Dragon Slayer n°13 (Dragon Slayer) - Zíllion: os White Knights comemoram 20 anos em uma adaptação completa!
não informado
Escala
2009
64 páginas
2h 8m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Edições (1)
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