Literatura como missão - Tensões sociais e criação cultural na Primeira República

    Nicolau Sevcenko

    Companhia das Letras
    2003
    456 páginas
    15h 12m
    ISBN-10: 8535904093
    Português Brasileiro

    Panorama de história, ciência e cultura no Brasil da Belle Époque. A partir das obras de Euclides da Cunha e Lima Barreto, Sevcenko mostra como a permanência de ambos se deve a um sentimento de missão - impulso de atuação pública - aliado à inventividade da linguagem. Edição atualizada com novo posfácio e imagens de época do Rio de Janeiro. Euclides da Cunha e Lima Barreto são os escritores que Nicolau Sevcenko elege como referência para traçar um panorama dos cruzamentos entre história, ciência e cultura no Brasil da passagem do século XIX ao XX, momento que marcou a entrada do país na modernidade, após a Abolição e o advento da República. Num período - a Belle Époque - de negação do passado escravista e de forte espírito cosmopolita, os dois autores vislumbravam na literatura um projeto de país que levasse em conta as contradições históricas brasileiras. Sevcenko mostra que a permanência das obras de Euclides e Lima se deve a esse sentimento de missão - animado por um impulso utilitário de atuação pública -, assim como à inventividade da linguagem que desenvolveram. A reedição atualizada de Literatura como missão, publicado pela primeira vez em 1983, traz um posfácio inédito em que o autor aponta para a contribuição decisiva de escritores, principalmente Machado de Assis, que, ao lado de Euclides da Cunha e Lima Barreto, também traduziram o desacordo entre o conservadorismo do pensamento dominante e a lucidez visionária da literatura

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    Joachin Azevedo02/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Literatura como missão, de Nicolau Sevcenko, merecia uma edição bem cuidada como essa que foi colocada no mercado editorial pela Companhia das Letras. Teriam o escritor anarquista Lima Barreto e o jornalista republicano Euclides da Cunha algo em comum? Dialogando com o método comparativista e o rigor da pesquisa arquivística, Nicolau Sevcenko traça um erudito e precioso estudo sobre as relações entre tensões sociais e produção intelectual na Primeira República.

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