Camelot 3000 -

    Mike W. Barr

    DC Comics
    2013
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: 1401240364

    In the year 3000, an armada of destructive aliens has unleashed an all-out assault on Earth and is poised to conquer the planet. But when a young boy stumbles upon the crypt of King Arthur, the legendary monarch and the Knights of the Round Table are magically reincarnated. Together once again, King Arthur, Sir Lancelot, Merlin, and the rest of the classic knights take on the invading extraterrestrials and their wicked leader, Morgan Le Fay, the half-sister of Arthur. A mythical tale of honor and bravery, CAMELOT 3000 proves that some heroes are timeless.

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    Rogerio Lopes21/11/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Em Camelot 3000, Mike W. Barr pela arte de Brian Bolland nos oferece algo entre um reconto e uma atualização sequência da história do lendário Rei Arthur e da lenda do Graal. A narrativa retoma a premissa da lenda do retorno de Arthur quando sua terra mais necessitasse dele. É interessante notar como essa ideia de retorno místico permeia diversos povos. Como o próprio autor admite em seu prefácio algumas das inovações e liberdades tomadas pela obra, revolucionárias em sua publicação, hoje nos parecem corriqueiras ou mesmo datadas. Ainda assim julgo que a graphic apesar de algumas limitações trás discussões ainda relevantes. No que respeita ao mito arturiano em si, qualquer um familiarizado não vai encontrar grandes mudanças, o autor atualiza e ao mesmo tempo segue a história original. Entretanto, o Arthur presente aqui é um tanto difícil de gerar simpatia ao leitor. A narrativa nos comunica o tempo todo o quanto ele é especial, mas ele nos parece um fraco. A questão do triângulo amoroso ainda que explorada, poderia ter sido melhor trabalhada tornando o personagem mais complexo. A narrativa torna-se de fato interessante quando se dirige para o arco de dois personagens secundários: Percival e Tristan. O arco de Percival não é tão desenvolvido, o que é uma pena porquê seria um complemento interessante ao de Tristan. Em Percival há uma discussão superficial sobre humanidade e identidade. É no arco de Tristan o cavaleiro “mutilado”, no entanto, que essa questão de identidade e também de papéis de gênero é discutida com mais propriedade. Poderia sim ter sido melhor aprofundada, mas dada a época da HQ pode-se dizer que os autores foram bem ousados. A despeito de algumas ousadias, incomoda um pouco o machismo que perpassa a obra. É um tanto “curioso” que tão adiantados no futuro a sociedade descrita seja tão machista e limitada. A prova disso é o fato de Arthur não ter tido maiores dificuldades para se “aclimatar”. Apesar da sensação de que a narrativa poderia ter se aprofundado mais, Camelot 3000 é um reconto arturiano bastante interessante, original e que dada a época, se permite pensar questões quase que impensáveis ou publicáveis naquele tempo.

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