Afinal, o que é pós- moderno???
A obra “O que é pós-moderno" de Jair Ferreira dos Santos carrega consigo algumas características gerais, mas bastante marcantes como a utilização de metáforas, o uso da linguagem coloquial, as incessantes comparações entre modernidade e pós-modernidade, e a utilização de exemplos reais e citações. O livro, de leitura rápida e agradável, inicia de uma forma inusitada. O autor chama o pós-modernismo de fantasma. Este surgiu em 1950 quando ocorreram mudanças em vários âmbitos: ciências, artes, sociedade etc. O “fantasma” pode ser encontrado em nosso dia-a-dia diante da explosão e saturação das informações. Não se sabe ao certo se o pós-modernismo significa decadência ou renascimento cultural. Decadente pois, segundo muitos críticos, não tem força intelectual; mas renascimento pois abala os preconceitos, ameniza o muro entre arte culta e de massa e é pluralista, já que propõe a convivência de estilos diversos. Assim é feita a pós-modernidade: de contradições. O pós-modernismo é o niilismo: ausência de valores. É a entrega ao presente e ao prazer, ao consumo e ao individualismo. Jair Ferreira afirma ainda que o pós-modernismo é típico de sociedade pós-industriais baseadas na informação, tais como EUA, Japão e Europa. Os meios de comunicação refazem o mundo à sua maneira, hiper-realizam o mundo pois algo inviável na realidade, pode ser possível na televisão. A pós-modernidade é um mundo super-criado pelos signos. Compramos algo não pelo seu poder de uso, mas por causa do status; as pessoas passaram a ser pelo que vestem. Atualmente quem não usa jeans e tênis, paga o preço da marginalidade social. Essa é a chamada desreferencialização do rela e dessubstancialização do sujeito. O pós-moderno tem algo de moderno, mas de forma exagerada, como o individualismo exacerbado, por exemplo. Mas as preocupações pós-modernas estão presas à coisas menores, ao cotidiano. Nos anos 60, houve o DNA, a pílula, o rock, o chip etc, e tudo isso foi mola propulsora para o surgimento da pós-modernidade. A máquina passou a ditar valores diferentes da religião e tradição tais como a solidão, a cultura de massa etc. Durante esse período, há o consumo de serviços, comunicação entre as pessoa. É necessário um acelerador de informações. Tudo passa a ser signo processado. A produção e o próprio consumo são programados na pós-modernidade. O que aumenta o desempenho e facilita a vida. É preciso qualidade e tecnologia para se poupar tempo e dinheiro. Por isso, há tecnologia no cotidiano. As pessoa são bombardeadas por informação e isso provocam efeitos culturais, políticos etc. O Design, por exemplo, estetiza o cotidiano. A moda e a publicidade erotizam o dia-a-dia com fantasias e proporcionando desejos de posse. Forma-se então o circuito: informação – estilização – erotização – personalização. Com tantas facilidades no dia-a-dia, a pessoa se despolitiza. A sua participação social tem pequenos objetivos. Não há preocupação com grandes temas e a pessoa pode ser várias coisas ao mesmo tempo (vegetariano,budista etc) O que me faz levantar a seguinste questão: Somos apenas um mísero produto do meio?? É um livro muito rico em detalhes e referencias. Foi uma leitura altamente prazerosa, mesmo se tratando de um livro de caratér universitário. Eu recomendo!


