mostra cronologicamente a evolução poética de Mário Chamie de 1955 a 1974, podemos perceber que Chamie, apesar do seu caráter de “vanguarda”, não aderiu a algumas das grandes rupturas formais de sua época. O autor parece não ter se afastado das inovações formais realizadas até então, mas ainda assim não pretende criar uma poesia que deixe de ser baseada em versos e outras estruturas já estabelecidas. Daí a sua briga com os concretistas, que visavam à exploração máxima do visual e do aspecto gráfico da poesia no livro-objeto.
