Antero Moreira de Mendonça odeia os Jesuítas. Quando em 1755 um terremoto de proporções bíblicas arrasa a cidade de Lisboa e os Jesuítas pregam publicamente a fúria de Deus, o jovem entusiasta das ciências naturais vê chegada a oportunidade de se vingar da Companhia de Jesus. No entanto, Gabriel Malagrida, o líder dos Jesuítas a quem o povo reconhece poderes proféticos, revelar-se-á um opositor à altura. Contando com a ajuda de Leonor, filha de um comerciante alemão, Antero irá conseguir escapar-se ao cadafalso e à masmorra. Aquilo que Antero desconhece é que Leonor se conta entre os fiéis seguidores da ordem jesuíta. Que partido acabará o coração de Leonor por tomar? O de Antero ou o dos seus correligionários jesuítas?
A jesuíta de Lisboa
Titus Muller
O melhor do ano 2018
Como é bom ler um romance de ficção baseado em história real! Para mim, ávida pela história do mundo, é um prazer desgracento. Ano. 1755 Cidade. Lisboa Personagens. Antero Moreira de Mendonça (ex-jesuíta e cientista) Gabriel Malagrida (padre missionário, jesuíta da Companhia de Jesus) Leonor (moça rica, filha de um navegador/comerciante/contrabandista) Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) História: Pouco tempo após o retorno de Antero à Lisboa, havia passado 3 anos na Inglaterra, na manhã de 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, com quase toda a população nas igrejas, um violento terremoto fez-se sentir em Lisboa, Setúbal e no Algarve. Na capital, local onde atingiu maior intensidade, foi acompanhado por um maremoto ( Tsunami ) com ondas que parecem ter chegado aos 20 metros. O maremoto varreu o Terreiro do Paço e um gigantesco incêndio que, durante 6 dias, completaram o cenário de destruição de toda a Baixa de Lisboa. Ao todo, terão sido destruídos cerca de 10 000 edifícios e terão morrido entre 12 000 a 15 000 pessoas, ou talvez muito mais. A coisa foi muito feia, numa época que a maioria das residências era feita de madeira e ao longo do rio Tejo. Logo grassaram fome e pestes. Quase por milagre, a família real escapou ilesa à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do sismo. Sendo os portugueses um povo católico, foi fácil achar que o acontecido era “castigo de Deus”, pensamento aceito e ampliado pelo poder de Malagrida, com o intuito de apascentar os ânimos e angariar benesses futuras junto ao rei. Mas......No meio do caminho havia Antero, com idéias científicas a respeito do terremoto, assim como o Marquês de Pombal, e que conhecia muitíssimo bem Malagrida, seu ex professor e protetor e não aceitava esta explicação Cadê Leonor? A moça tinha pai rico e era expiã dos jesuítas junto à coroa Romance histórico muito bem calçado nos acontecimentos da época, com dados corroborados em pesquisas, fluido e coerente. Mostra as implicações nefastas da Cia. de Jesus naquele reinado, como na restauração de Lisboa. Só não dei 6 estrelas porque no skoob não cabe. O MELHOR DO ANO!
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