
Afrânio Coutinho foi um professor, ensaísta e crítico literário brasileiro. Foi o responsável pela introdução no Brasil, nos anos 50, do New Criticism norte-americano. Conhecido como organizador da consagrada série A literatura no Brasil , que reuniu uma série de especialistas para expor em um painel as principais bases do cânone da literatura brasileira, Coutinho publicou dezenas de livros, que em seu conjunto caracterizam um dos maiores casos de dedicação à reflexão acadêmica da história do país. Dentre as diversas contribuições no meio literário e acadêmico do Brasil obteve a cátedra de literatura do Colégio Pedro II. Em 1948, criou a primeira cátedra de teoria e técnica literária do país, na Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette, no Rio de Janeiro. Tornou-se catedrático de literatura brasileira e diretor da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 14 de abril de 1962 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Em 1968 foi nomeado diretor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até sua aposentadoria. A influência de Afrânio Coutinho na pesquisa universitária ainda está por ser avaliada, considerando o porte de sua produção. Tendo centrado seus interesses em Teoria, Crítica e História da Literatura, com especial ênfase em Literatura Brasileira , desenvolveu estudos em diversas áreas de conhecimento, cabendo destacar Educação e História. Duas grandes linhas condutoras podem ser observadas como constantes em seu universo de atuação. A primeira foi a intenção de firmar, analisar e divulgar o cânone da literatura brasileira; a segunda, foi a de discutir o papel da crítica literária, em especial seu estatuto acadêmico no Brasil. Afrânio Coutinho formou uma vasta biblioteca particular que se tornou a base para a fundação da Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC), destinada a promover estudos literários, organizar cursos e conferências, e receber escritores nacionais e estrangeiros. Hoje a biblioteca pertence à Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O acadêmico faleceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto de 2000, se tornando um dos grandes nomes da crítica literária brasileira e suas obras continuam relevantes até os dias atuais.