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    O diário de Guantánamo -

    Mohamedou Ould Slahi

    Companhia das Letras
    2015
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9788535926002
    Português Brasileiro
    4.1
    77 avaliações
    Leram116Lendo19Querem344Relendo0Abandonos9Resenhas11
    Favoritos4Desejados344Avaliaram77

    O primeiro relato feito de dentro de Guantánamo retrata o clima de terror e paranoia que ameaça a democracia contemporânea. Desde 2002, Mohamedou Slahi está preso no campo de detenção da Baía de Guantánamo, em Cuba. No entanto, os Estados Unidos nunca o acusaram formalmente de um crime. Um juiz federal ordenou sua libertação em março de 2010, mas o governo americano resistiu à decisão e não há perspectiva de libertá-lo. Três anos depois de sua prisão, Slahi deu início a um diário em que conta sua vida antes de desaparecer sob a custódia americana, o processo interminável de interrogatório e seu cotidiano como prisioneiro em Guantánamo. Seu diário não é apenas um registro vívido de um erro da Justiça, mas um livro de memórias denso, multifacetado, aterrorizante, sombrio e autoirônico. "Um relato extraordinário de rendição, confinamento e tortura que revela a radicalização da estratégia militar norte-americana." – The Guardian "Todo mundo deveria ler O diário de Guantánamo. Slahi não humaniza apenas a si mesmo. Humaniza também seus guardas e interrogadores: ele os apresenta como indivíduos complexos que sabem a diferença entre bem e crueldade, certo e errado." – The New Yorker "O pedido de Slahi por simples justiça deveria ser nosso chamado à ação. Porque o que está em jogo nesse caso não é apenas o destino de um homem que conseguiu, contra todas as probabilidades, contar sua história, mas também o futuro da democracia." – Glenn Greenwald

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    Angélica Zanin picture
    Angélica Zanin07/07/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Que Alá tenha pena de nós

    Mohamedou, um homem mulçumano, sequestrado e preso em seu país, Mauritânia, suspeito de envolvimento com o 11 de setembro, conta sua história. Alvo de toda fúria norte-americana que tratou, após esse atentado, todo muçulmano como suspeito. De casa para Jordânia, dali para Afeganistão e, finalmente, Guantanamo em Cuba. Um história de terror! Na luta contra o terror vale tudo, mesmo q vc seja inocente. Ali a máxima é invertida: todos são culpados até prova em contrário. Com vários cortes, mas de maneira bastante clara, Mohamedou Ould Slahi narra sua história de vítima de tortura, de injustiça e de fé. Afinal, Alá nunca o abandonou. Nem todos os muçulmanos inteligentes, fluentes em várias línguas, estudados e orgulhosos de quem são fizeram parte do maior atentado terrorista da história, embora continuem defendendo seu povo, sua fé e seu Deus. Vale ler, nem tudo o que choca é ruim. Bom descortinar em nossas mentes o cowboy que, muitas vezes, é o vilão da história.

    3 curtidas

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    • 1 estrelas3%
     Mohamedou Ould Slahi  profile picture

    Mohamedou Ould Slahi

    Mohamedou Ould Slahi nasceu numa pequena cidade da Mauritânia em 1970.Ganhou uma bolsa para estudar na Alemanha, onde trabalhou durante vários anos como engenheiro. Voltou à Mauritânia em 2000. No ano seguinte, foi detido pelas autoridades mauritanas, a mando dos Estados Unidos, e enviado para uma prisão na Jordânia; seria depois reencaminhado para a base das Forças Aéreas de Bagram no Afeganistão e, finalmente, para a prisão de Guantánamo, na ilha de Cuba, onde foi torturado severamente. Em 2010, um juiz federal ordenou a sua libertação imediata, mas o governo norte-americano contestou a decisão. Os Estados Unidos nunca o acusaram de qualquer crime. Continua detido em Guantánamo.

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    Mohamedou Ould Slahi