The King's Two Bodies - A Study in Mediaeval Political Theology

    Ernest H. Kantorowicz

    Princeton University Press
    1998
    616 páginas
    20h 32m
    ISBN-13: 9780691017044

    In 1957 Ernst Kantorowicz published a book that would be the guide for generations of scholars through the arcane mysteries of medieval political theology. In The King's Two Bodies, Kantorowicz traces the historical problem posed by the "King's two bodies" - the body politic and the body natural - back to the Middle Ages and demonstrates, by placing the concept in its proper setting of medieval thought and political theory, how the early-modern Western monarchies gradually began to develop a "political theology."

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    Marcos Augusto31/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Trata-se de um estudo que descreve uma profunda transformação no conceito de autoridade política que ocorreu ao longo da Idade Média. Kantorowicz encontrou nos relatórios de Edmund Plowden (1571) — uma coleção de casos jurídicos escritos sob a Rainha Elizabeth I — a primeira elaboração clara daquela conversa mística com a qual os juristas da coroa inglesa envolveram e apararam as suas definições de realeza e capacidades reais. O Rei, assim, tem dois corpos: “um Corpo Natural e um Corpo Político”. O Corpo Natural do Rei é o seu corpo mortal, sujeito a todas as enfermidades que surgem por natureza ou acidente, à imbecilidade da infância ou da velhice e aos defeitos que acontecem aos corpos naturais de todas as pessoas. Como corpo biológico ele envelhece e eventualmente morre. Contudo, o Rei também tem um Segundo Corpo, um Corpo Político. Este corpo – que “não pode ser visto nem manuseado” – é totalmente desprovido de velhice e outros defeitos naturais a que o Corpo Natural está sujeito. O Segundo Corpo do Rei, por outras palavras, é invulnerável, imortal e não pode ser invalidado ou frustrado por qualquer deficiência no seu corpo natural. Embora os dois corpos do Rei formem uma unidade indivisível, o Corpo Político é superior ao Corpo Natural.porque limpa todas as imperfeições desse e transformasse assim em um corpo onipotente. Assim o rei nunca morre. Quando um Rei morre, seu Segundo Corpo é transferido e transportado do Corpo Natural agora morto para outro Corpo Natural, “O Rei está morto – viva o Rei”, seu Segundo Corpo simboliza a própria cultura, aquela que continua viva.

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