Jesus a humanização de Deus (Vozes, 2015) de autoria d o prof. José Maria Castillo, doutor em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma. Lecionou em Granada, Roma e Madri, e é professor convidado em San Salvador. As cristologias costumam começar abordando a já longa e enorme controvérsia sobre o Jesus histórico e o Cristo da fé. Segundo o autor: “Este livro mostra que aquele judeu desconcertante que foi Jesus, levou a cabo a revolução mais assombrosa que se produziu na história das tradições religiosas da humanidade. Uma revolução que foi imediatamente controlada, domesticada e bem integrada no sistema pela religião.” Toda a estrutura atual da teologia cristã está pensada para orientar nossa atenção, nossos interesses e nossas preocupações para cima, para o divino e o celestial. Enquanto o humano, aquilo que vive e se gesta em nosso entorno, nesta terra, fica sempre condicionado a um projeto que acaba no céu. Por isso, a eclesiologia, a doutrina dos sacramentos, a antropologia teológica e a escatologia são, em definitiva, peças de uma construção ideológica pensada para fazer frente e resolver problemas que, em última instância, não são problemas deste mundo, mas do além, desígnios e vontades de uma realidade e de uma vida superior que nunca sabemos com certeza o que seja. É a humanização sempre em função da divinização.

