Em primeiro lugar, gostaria de dizer que, mesmo não gostando de toda aquela frescura de popularidade no primeiro livro, pelo menos senti que a história fluía para uma direção. Daniel e Amanda tinham motivações: ela, vencer o próprio preconceito; ele, mostrar para a garota de seus sonhos que poderia ser o cara que ela deseja; ambos, escrever uma música.
Com o final cliffhanger do livro anterior, SAN 2 começa empolgante, fazendo os leitores ansiarem pelo reencontro de Amanda e Daniel. Mas quando a cena finalmente acontece, é simplesmente frustrante.
É claro que, como leitora, compreendo que os personagens haviam se magoado muito para ficarem juntos num primeiro momento. Mas ter que assistir eles se pegando num vai e volta sem compromisso era emocionalmente desgastante - e cansativo. As cenas em que a turma se reunia para ir tomar sorvete e jogar paintball ficaram muito repetitivas. Faltou aquilo que deu tanto brilho ao primeiro livro - a sensação de que os personagens e a história estavam indo para algum lugar, algum lugar maravilhoso do qual eu ansiava em fazer parte. Mesmo a cena do festival ficou arrefecida por não sentirmos um desejo prévio dos marotos em ser famosos. Tudo soou muito "se colar, colou".
Mas nem tudo são críticas! Pelo menos Amanda e suas amigas estão bem menos irritantes, e foi bom conhecer um pouco mais de cada personagem.
Espero que o terceiro livro supere sua sequência, já que aquele epílogo nos deixou com um gostinho de quero mais.