Budismo e corporações?
Acredito que existe uma tendência em avaliar livros que falam sobre budismo sempre como ótimos ou muito bons. Afinal, o budismo é um tipo de filosofia muito abrangente e que também faz muito sentido em diversos aspectos da nossa vida interior. Entretanto, esse livro não me cativou dessa forma. Ele propõe trazer conselhos práticos sobre a vida organizacional à luz do budismo por meio de perguntas relacionadas a problemas práticos do dia a dia. Apesar das respostas não fugirem ao que o tema aborda, acredito que algumas questões não fazem o menor sentido, como algo do tipo: "O que o Buda tem a nos dizer sobre o atendimento a clientes?" Pelo meu parco entendimento, não deveríamos aplicar a lógica budista para resolver problemas da lógica capitalista, por exemplo. Acredito que essa visão pode não ser efetiva em nenhum desses dois mundos e, se formos mais a fundo mesmo no que o budismo propõe: esses mundos existem mesmo? Vale como leitura de curiosidade, mas não como manual de soluções.
