O ROMANCE DE TRISTAO E ISOLDA

    JOSEPH BEDIER

    WMF Martins Fontes
    2012
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788578275457
    Português Brasileiro

    Este livro pretende apresentar ao leitor o poema francês da metade do séc. XII que a lenda de Tristão e Isolda fez nascer. Elementos da cultura celta, principalmente no que se refere a Isolda, princesa celta que é dada em casamento ao Rei Marcos da Cornualha e que vive uma paixão com Tristão, sobrinho do rei e melhor cavaleiro do reino, permeiam todo o texto. O livro busca trazer a história desse amor entre o cavaleiro Tristão e a princesa Isolda.

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    Elton C. S.07/01/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O arquétipo do triângulo amoroso ou o amor na Idade Média

    “O romance de Tristão e Isolda” foi escrito no fim do século XIX pelo filólogo francês Charles Marie Joseph Bédier (1884-1938), com base na forma mais antiga da lenda céltica que “encantou e perturbou a alma dos franceses do século XII” (p.IX). Embora tenha consultado diferentes versões para criar a sua própria obra, Bédier “começou então por traduzir, com a maior fidelidade possível, o fragmento de Béroul que chegou até nós e que ocupa praticamente o centro da narrativa.” (p.X) O romance conta a história do amor impossível entre o inglês Tristão e a irlandesa Isolda, que se apaixonam acidentalmente depois de ingerir uma poção mágica. Logo na abertura do primeiro capítulo, o narrador resume a trama e antecipa o fim trágico que aguarda os dois personagens: “Quereis ouvir, senhores, um belo conto de amor e de morte? É de Tristão e Isolda, a rainha. Ouvi como em alegria plena e em grande aflição eles se amaram, depois morreram no mesmo dia, ele por ela, ela por ele.” (p.1) O leitor precipitado poderia alegar que anunciar o desfecho da obra ainda no início da história seria um anticlímax, mas a experiência de leitura, aqui, reside menos na morte dos protagonistas do que nos fatores que a motivaram e na forma como a narrativa se desenrola. Em alguma medida, “O romance de Tristão e Isolda” pode ser definido como o arquétipo do triângulo amoroso. O primeiro vértice do triângulo é Marc, rei das Cornualhas, um regente compassivo, mas tão suscetível aos conselhos dos seus barões que, a certa altura, ele mesmo afirma a seus conselheiros: “Bem sabeis que evito todo o orgulho e todos os extremos” (p.50). Marc é irmão da bela Blanchefleur, que ele dá como recompensa a Rivalen, rei de Loonnois, por este ter vencido os inimigos de Marc em batalha. É da união de Blanchefleur e Rivalen que nasce Tristão. Continue a leitura no blog Hipertextos.

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