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    Benjamim -

    Chico Buarque

    Companhia das Letras
    1995
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788571645028
    Português Brasileiro
    3.5
    74 avaliações
    Leram144Lendo6Querem84Relendo1Abandonos5Resenhas4
    Favoritos1Desejados84Avaliaram74

    Girando em torno da obsessão pela morte de uma mulher, um enigma na vida do protagonista, Benjamim, o segundo romance de Chico Buarque, narra a história de um ex-modelo fotográfico que, como uma câmara invisível, vê o mundo desfilar diante de seus olhos sob uma atmosfera opressiva. Sem conseguir distinguir o que vê fora de si do seu passado, e de si mesmo, Benjamim avança, pouco a pouco, em direção ao destino trágico que sua obsessão lhe reserva. O clima opressivo é resultado do próprio estilo de narrar. O autor retoma e amplifica o universo imaginário de seu romance anterior, Estorvo, para criar um dos livros mais originais recentemente escritos no Brasil.

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    Rubens Pereira da Silva Filho18/11/2019Resenhou um livro
    0

    Zambraia, Masé, Sgaratti.

    Não conseguir se libertar do passado. Porque foi mais glorioso e brilhante do que esse presente obscurecido e melancólico. Ou porque o passado vem na lembrança de uma pessoa que amou ou na forma de alguém ciumento e possessivo que pode aparecer repentinamente. A origem pobre e criminosa como correntes que mesmo depois de arrebentadas, e superadas, deixam marcas no tornozelo e sobrecarrega o andar e encurva a postura. No livro Benjamim de Chico Buarque três personagens se esbarram, e esse contado alterar um pouco a vidas deles. Porem é como um corte no dedo. Pode ser apenas um incômodo ou virar uma infecção. O Benjamim do titulo é modelo fotográfico. Agora meio passado tem pouco trabalhos e mora num apartamento lúgubre que tem a janela de fundo bloqueada por uma montanha rochosa. Ele parece que gosta de olhar para a pedra. Ariela é corretora de imóveis. Parece que sempre se veste inapropriadamente. Tem uns casos sem muita importância e aparenta uma pessoa atordoada e mecanizada. Alyandro esta concorrendo a um cargo público. O livro não deixa claro que tipo de eleição. Prefeito, vereador, deputado, presidente, sindico. Ele na adolescência puxava carros e para sempre será filho de uma mulher que roda bolsinha. A estória, que foi muito difícil de acompanhar e tive que decifrar muita coisa, é que Benjamim num dia vê Ariela e lembra-se da forte paixão antiga que acabou mal. Cisma que a mulher é filha do amor do passado e fica na cola de Ariela até engrenar um relacionamento. Ariela não dá muita importância para os homens da sua vida. Ela parece se contentar em ser um acessório. Como o maldito livro não tem diálogos, eu não tenho como ter uma noção mais clara do que os personagens pensam. O politico Alyandro que esta na cidade para fazer campanha e para gravar propaganda, a qual Benjamim foi contratado para um trabalho rápido, também alugou um imóvel para abrir o seu comitê. Claro que foi Ariela quem mostrou o estabelecimento para o antigo ladrão, atual filho da puta e futuro eleito. Outro relacionamento sem consequência. É isso. Sim. É isso. Tem outros personagens como o dono da corretora de imóveis que nunca olha nos olhos de Ariela. O dono da agencia de publicidade, histriônico e inconveniente. Um policial paralisado e seus amigos justiceiros. Um taxista piadista. O assessor principal e parente do Alyandro. Todos eles participam pouco da trama. Para mim nenhuma imagem ficou deles, e na verdade, nem do trio protagonista. Esse livro não despertou nenhum interesse em mim. Muita divagação e sonhos. Nomes esquisitos. Um entra e sai de prédios, ônibus e taxis para fugir ou se esconder. Livro sem nenhuma construção fixa. Um conjunto de comentários curiosos e secos. Fluxo e mais fluxo de imagens desconexas e pensamentos aleatórios. As mudanças de assuntos sem concretizar ou mesmo estabelecer o anterior e de querer largar esse livro na sarjeta num dia de chuva forte. Que a agua leve numa enxurrada essa pretensa estória. Podia pelo menos ter um espaço em branco, um intervalo de pensamento, para pontuar à narrativa quando fosse mudar de personagem e de foco de ação. Eu não faço analises literárias. Nada de dissecação de tema, subtexto ou metáfora abstrata. Não sou um estudioso das letras. Um acadêmico. Falo oque sinto lendo uma obra. O que ela deixa e motiva. E no caso de Benjamim eu sentia o vazio que foi a perda de tempo em ler isso. Chico Buarque é bom cantor e letrista genial, mas como romancista... Ele pode e eu acredito que seja um baluarte da cultura nacional e que tenha muitos admiradores da sua contribuição artística. Porem esse livro que tenho em mãos achei muito ruim. A única coisa boa nele é que é curto...

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 74
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas5%
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    Francisco Buarque de Hollanda

    Chico Buarque, nome artístico de Francisco Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944), é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. Em 1969, com a crescente repressão da Ditadura Militar no Brasil, se auto-exilou na Itália, tornando-se, ao retornar, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador de dois Prêmios Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004 e por Leite Derramado, de 2009.

    80 Livros
    898 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Francisco Buarque de Hollanda