Intransigente e ambiciosa, Erin Paterson gerencia a firma de advocacia de seu avô em Glasgow. Mas, apesar de toda a aptidão que possui para administrar o lado profissional, sua vida pessoal anda em frangalhos: sua irmã cria um filho sozinha e está desempregada, seu pai sofreu um derrame e sua mãe parece desprezá-la. Para completar, ela acaba de encontrar o namorado na cama com a zeladora do prédio onde mora e é presa por agressão. Quando uma velha amiga de sua irmã é brutalmente assassinada, o passado de Erin vem à tona. E o que ficou mantido a uma distância segura por tanto tempo ressurge para expor um segredo que deveria ter permanecido morto e enterrado. Diante do risco de perder tudo — a sua reputação, o escritório da família e até a própria vida —, Erin precisa descobrir quem é o serial killer que está à solta e provar a todos que está acima de qualquer suspeita.
Percepção da Morte (Erin Paterson #1) -
Louise Anderson
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Ver maisLivro 📖: Percepção da Morte Autora ✍️🏽: Louise Anderson Gêneros 📚: Ficção Escocesa, Romance Policial Percepção da Morte, de Louise Anderson, foi uma aventura maravilhosa que vivi — e o mais curioso é como esse livro veio parar nas minhas mãos. Não foi indicação de ninguém, não vi resenha, nem ouvi falar dele antes. Um dia, navegando pela Shopee, ele simplesmente olhou pra mim. Continuei rolando, vendo outros livros, mas ele olhou de novo. Gostei do título, gostei da capa, li a sinopse... e comprei. Simples assim. E que leitura incrível! A autora já começa o livro com reflexões filosóficas — e eu adoro isso. Já nas primeiras páginas, senti que seria uma jornada bem psicológica, com personagens complexos, cheios de traumas e passados pesados. Diferente dos romances policiais que costumo ler, esse não foca tanto na investigação. Aqui, conhecemos Erin Patterson, advogada e administradora de uma empresa familiar, criada pelo pai e o avô. Ela é uma mulher forte, excelente no que faz, um tanto ríspida — ou, como ela mesma diz, com um comportamento considerado “masculino”. Numa sexta-feira, Erin flagra o namorado com a zeladora, é presa, depois perde a empresa da família e ainda é impedida de atuar na sua área. Tudo isso no meio de um clima tenso, com medo constante de cruzar o caminho de um serial killer. Vida fácil, né? O livro é altamente psicológico. Mostra como traumas de infância moldam quem nos tornamos, e como nem todo dinheiro do mundo é capaz de salvar uma família disfuncional. Alguns tópicos que adorei: a rotina da advocacia, o mundo dos negócios (até me lembrei das matérias de administração que tive quando cursava Logística), investigações policiais e jornalísticas, comportamento humano e até um pouco sobre a mente de serial killers. Alô, Modus Operandi, vocês me ajudaram de novo! Para quem não curte muitos detalhes, pode ficar tranquilo: o livro é bem equilibrado nesse sentido. Apesar de ter 544 páginas — quase um mini calhamaço (na minha opinião, mini calhamaço é a partir de 600 páginas, será?) —, a leitura é fluida e fácil de acompanhar. Alguns capítulos são mais longos, outros mais curtos, e mesmo com rotina de trabalho e estudos, terminei em uma semana. Quero destacar algumas passagens que amei: > "Não é o que acontece de fato que interessa, mas como percebemos. Todos testemunhamos as mesmas coisas, mas as vemos de maneira diferente. Nós as vemos a partir de nossas perspectivas, ao mesmo tempo em que sofremos com o que pode ser o pior dia das nossas vidas. Compreendemos que outros também estão sofrendo com catástrofes por todo o mundo." > "O mundo é um lugar muito grande para que se possa refletir sobre a montanha que é a miséria humana. Só a notamos quando ela pendura uma rede e se estica, toda alanguida, no nosso quintal." > "Nossas vidas são unidimensionais e metaforicamente paralelas. Milhares de linhas tênues estão tão próximas umas das outras que não dá para ver os vãos entre elas." > "Algumas coisas na vida é melhor não saber — algumas coisas devem ficar onde estão." > "A vida não passa de um sorriso nos lábios da morte", dizera Lee Zinfar. E detalhe: esse é o primeiro livro da autora! E já mandou super bem. Não é um livro cheio de cenas violentas ou assassinatos brutais. As partes mais chocantes aparecem em forma de relatórios de autópsia, o que eu achei diferente e até mais interessante. Gostei muito do estilo da Louise Anderson e já estou pesquisando se ela escreveu mais alguma coisa depois desse.
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