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    A Revolução da Lua

    Andrea Camilleri

    Bertrand Brasil
    2015
    210 páginas
    7h 0m
    ISBN-13: 9788528618440
    Português Brasileiro
    3.9
    63 avaliações
    Leram83Lendo7Querem171Relendo0Abandonos5Resenhas8
    Favoritos5Desejados171Avaliaram63

    Na Palermo do século XVII, a ilegalidade trabalhava a todo vapor. Entre as pompas de um rico aparato, arquitetavam-se complôs, tramavam-se atentados e ensanguentavam-se as mãos; leis eram violadas, subornos eram pagos, favores eram distribuídos; roubava-se, depredava-se e prostituía-se sem que o Vice-Rei tomasse conhecimento. Com a morte repentina do Vice-Rei, em 1677, sua esposa, dona Eleonora de Moura, é designada a substituí-lo. Decidida na defesa das leis e da justiça social, a governante mulher compartilha com a lua a duração de sua justa "revolução": nos vinte e oito dias que permaneceu no poder, a Vice-Rainha combateu as indignidades do governo sob acusação de cumplicidade com o demônio por fanáticos instigados pelo bispo da cidade. Entre realidade histórica e feliz invenção, A Revolução da Lua tem alto nível de vivacidade e humor. E é também uma homenagem à grandeza da mulher, assinada por um dos maiores artesãos da literatura italiana contemporânea.

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    Luísa Rodrigues picture
    Luísa Rodrigues20/06/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Precisamos de uma Dona Eleonora. Urgentemente.

    Ao ler a sinopse do "A Revolução da Lua", eu esperava um romance histórico mais ou menos do estilo de "A Rainha Normanda", da Parícia Bracewell, ou mesmo dos livros da Philippa Gregory, onde o foco estaria na Eleonora, suas paixões, ambições, angústias e, com uma boa dose de romance e liberdade criativa, se contaria um determinado fato histórico. Não é que o livro não tenha uma boa dose de romance ou liberdades criativas e históricas, mas ele está muito, muito além disso. A chave está na divertida narrativa de Camilieri, cujo humor tornou o embate entre a marquesa e o Conselho Régio num jogo de gato e rato... com ênfase nos "ratos", diga-se de passagem. Ele lembra, de longe, o estilo do Zafón, com aquele humor meio escrachado, quase absurdo. O efeito disso é que a história se tornou, de certa forma, atemporal e universal. Embora ela se passe na Sicília do século XVII, ela poderia, facilmente, se passar numa cidade do interior do Brasil, em 2017. E, com tudo o que está acontecendo, eu acho que foi uma leitura que não apenas me divertiu, mas que me fez muito bem. Ele me deu um pouco de esperança. Quanto a Dona Eleonora, achei curioso o tratamento que o autor deu a ela. Em vez de torná-la o foco, ele a envolveu em mistério. É através de sua coragem e, mais do que isso, de suas ações, que deixam claro o quão extraordinária ela foi. Terminei o livro querendo saber mais sobre ela. Os personagens secundários também são muito bons. Por fim, foi um livro que me surpreendeu. É o meu primeiro favorito do ano, por sinal (2017 tá meio difícil). Acho que, se eu fuçar bem posso encontrar um outro defeito, mas nada que me faça querer diminuir as cinco estrelas. Recomendo!

    5 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 63
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
    Andrea Camilleri profile picture

    Andrea Camilleri

    Andrea Camilleri é um escritor italiano famoso por sua ficção policial. Durante anos, foi diretor, dramaturgo e roteirista de televisão. Nos anos 80 começou a dedicar-se com mais freqüência à literatura, conquistando público e crítica com seus romances ambientados na cidade de Vigàta e protagonizados pelo comissário Montalbano. Com esses romances policials, foi finalista do Premio Noir, vencedor do Ostia, em 1997, e do Zelezione Bancarella, em 1998. Autor, também de romances históricos, ganhou, em 1998, o prestigiado prêmio Empedocle.

    47 Livros
    48 Seguidores
    Sicília, Itália

    Andrea Camilleri