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    O livro de Antonio -

    Antonio Carlos Villaça

    José Olympio
    1974
    183 páginas
    6h 6m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    5
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    Com "O nariz do morto" e "O anel", este "O livro de Antonio" forma uma trilogia. As memórias de Antonio Carlos Villaça chegam ao seu ponto de equilíbrio ou plenitude. Trata-se de um livro de memórias, mas na fronteira da ficção. Realidade vivida e imaginação se confundem, compondo um denso mural, que se lê com ansiedade como se fora um romance. Há os retratos rápidos em que Villaça como que se especializou, e aqueles quadros vivos da realidade social brasileira, em que aparecem figuras como Sobral Pinto, Carlos Lacerda, Frei Damião Berge, Paulo Armando, Hamilton Nogueira, Pontes de Miranda, Murilo Mendes, a vida literária, autores e livros, doutrinas e homens de carne e osso, a verdade de cada dia, a serra da Bocaina e Parati, uma experiência que é mais do que simplesmente literária, porque é intensamente humana, uma procura dramática.

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    Antonio Carlos Villaça profile picture

    Antonio Carlos Villaça

    Antônio Carlos Rocha Villaça (Rio de Janeiro RJ 1928 - idem 2005). Ficcionista, memorialista, ensaísta e jornalista. Descendente do escritor português Ramalho Ortigão (1836 - 1915), Antonio Carlos Villaça nasce no bairro carioca de Botafogo, cresce na Tijuca, e estuda em colégios deste bairro. Ingressa no curso de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ), local em que conhece Tristão de Athayde (1893 - 1983), de quem se torna grande amigo. Resolve seguir a vida religiosa no Mosteiro de São Bento e na Ordem Dominicana, mas desiste em 1954. Um dos motivos da desistência é seu interesse em dedicar-se integralmente à literatura. Sua obra de estreia é um ensaio histórico sobre o barão do Rio Branco. Profere palestras, faz traduções e publica crônicas em jornais cariocas. O primeiro livro publicado é o elogiado O Nariz do Morto (1970), obra memorialista baseada na vivência do autor nos mosteiros que frequenta, e que recebe, no mesmo ano, o Prêmio Jabuti. A volta ao ensaísmo acontece em dois livros influenciados pelo interesse religioso: a História da Questão Religiosa (1974) e O Pensamento Católico no Brasil (1975). Ainda na década de 1970, reúne seus estudos críticos em livros como Encontros (1974), Literatura e Vida (1976), entre outros. Nos anos 1980, aventura-se também na literatura infantil, com a publicação de A Descoberta do Morro (1984), e volta aos estudos biográficos, com trabalhos sobre Manuel Bandeira (1886 - 1968) e Tristão de Athayde. Morre no Rio de Janeiro em 2005. Alguns de seus textos são publicados postumamente em O Livro dos Fragmentos.

    15 Livros
    2 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Antonio Carlos Villaça