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    Mar de pedras -

    Daniel Barros

    thesaurus
    2015
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788540903654
    Português Brasileiro
    3.8
    12 avaliações
    Leram16Lendo0Querem8Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos2Desejados8Avaliaram12

    Alagoano, Daniel Barros mostrou-se um escritor criativo desde seu primeiro romance, O sorriso da cachorra, basicamente a história de amor dos jovens Patrícia e André, entremeada com as atividades político-partidária de ambos. Barros consegue superar-se no segundo, Enterro sem defunto, uma ficção policial. Nela é mostrado o trabalho do investigador, Alcides, que se ocupa com a perseguição e captura de traficantes. Daniel Barros conta a história de Alcides em vários planos narrativos, onde utiliza com acerto o flash-back, intercala as atividades de Alcides com o envolvimento com diversas mulheres. Apaixona-se por uma delas, a promotora Catarina, obrigada a fugir para não ser morta pelos maiorais do crime. Daniel Barros insiste na situação da corrupção geral porém, habilmente, deixa as coisas correrem para que o leitor as julgue. Agora, no terceiro romance, Mar de pedras, é narrada a história de Henry Melo, fotógrafo bastante competente que vive numa vila do interior de Alagoas, e é muito querido pelos habitantes. Como de costume, Barros intercala a narrativa com as aventuras amorosas de Henry, e elas acabam assumindo um papel preponderante no enredo, visto sob vários ângulos. A exemplo de Alcides, ele se apaixona por uma mulher bem jovem, a modelo Francesca, o que lhe confere uma visão nova de sua existência quando a moça engravida. Como personagem em si, Henry Melo é muito mais desenvolvido e detalhado que André e até mesmo Alcides. Mar de pedras é uma prova de que a ficção de Daniel Barros está em contínuo progresso e desperta interesse maior a cada página. Fernando Py

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    Academia Literária DF09/08/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    RESENHA - Mar de Pedras

    Henry Melo, fotógrafo profissional, solteiro, boêmio e galanteador, divide seu tempo entre a ilha de pescadores no interior do Alagoas onde vive e as várias cidades para onde viaja a trabalho com relativa frequência. Sua profissão lhe permite conhecer muitas mulheres, belas e jovens modelos. Seu estilo de vida lhe proporciona relacionamentos baseados em atração física, sexo e casos de curta duração. E Henry leva a vida à sombra da amendoeira de seu quintal, regado a bebidas e embalado pelo som do mar que banha o vilarejo que tanto ama. Mas os caminhos da vida o levam a se envolver cada vez mais profundamente com os problemas e aflições daquele povo trabalhador e sofrido pelo qual sente afeição verdadeira. E enquanto se vê cada vez mais enredado pelos problemas e, consequentemente, pela política local, Henry se envolve com uma importante personalidade do vilarejo ao mesmo tempo em que, para sua própria surpresa, se descobre apaixonado por uma jovem modelo que acaba de conhecer. Tórridos relacionamentos sexuais, uma pitada de romance e, sobretudo, política. Este é o mote de “Mar de Pedras”. O plano de fundo é um pacato e paradisíaco vilarejo de pescadores. E nele se desenrola uma história em que a “hereditariedade” do poder público, tão comum em pequenas cidadezinhas do interior, se apresenta como um dos grandes males que assolam o pacífico vilarejo. O jovem e questionável prefeito, membro de uma tradicional família de políticos, pouco se interessa pelas questões da vila de pescadores. Negligenciados por seu governante, o povo da vila recorre aos únicos com alguma condição de lhes atender: Padre Francisco e Henry. E a trama é construída em torno de Henry: seu trabalho; suas peripécias sexuais; seu relacionamento afetuoso com Seu Antônio, o velho pescador que o viu crescer, e sua neta Carolina, que cuida dos afazeres domésticos de sua casa; sua amizade sincera com Padre Francisco; seu carinho para com a cadela Lisbela; e seu empenho em ajudar o povo da vila. Há ainda uma questão que anda mexendo com a cabeça, o coração e os princípios do boêmio fotógrafo: Henry está tendo um caso com uma mulher (algo absolutamente trivial para ele) e está apaixonado por outra (algo espantosamente inédito para ele). Narrada em 3ª pessoa, a trama se concentra em Henry, sendo a história contada a partir do ponto de vista do protagonista. Com capítulos curtos e narrativa ágil, o texto apresenta diálogos sucintos e precisos. Mas há longos trechos de texto em que não há diálogos, sendo o próprio narrador a apontar o que eventualmente teria sido dito pelos personagens – o chamado “discurso indireto” – e isso pode causar certa estranheza em alguns leitores. As descrições das cenas de sexo não recorrem à vulgaridade, mas é desaconselhável para menores de idade. A construção do protagonista é bastante detalhada e forte. É possível ter uma noção exata de quem é Henry Melo. Quanto aos demais personagens, somente Carolina recebe um tratamento semelhante, mas não igual. Foram poucos os erros de revisão perceptíveis. A formatação é simples e consistente com a proposta. A capa é muito bela. Devo confessar que demorei a entender a relação do nome da obra, “Mar de pedras”, com a história. Mas ao final do livro, o título faz todo o sentido. Só lendo pra ver. Aliás, o final é, até certo ponto, bastante previsível, mas é lindo e comovente. “Mar de pedras” é a terceira obra de Daniel Barros, um alagoano que mora em Brasília desde o fim dos anos 1990. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Alagoas e pós-graduado em Segurança Pública, é policial civil há 17 anos. Como escritor, além de seus romances, tem participações em diversas coletâneas de contos em variados estilos, passando pelo erótico, terror e policial. De leitura agradável e fluída, “Mar de pedras” faz uma crítica severa à maneira como é feita política nas cidades interioranas e às consequências disso para a população. Além disso, a obra mostra um homem acostumado a um estilo “solteiro pegador” de vida tendo que se redescobrir e se reinventar ao conhecer o amor. Em suma, “Mar de pedras” é um livro para quem aprecia uma literatura crítica e engajada sem abrir mão de uma história sobre o eterno embate entre o desejo carnal e o amor.

    1 curtida

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    3.8 / 12
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    • 4 estrelas33%
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    Daniel Barros

    Daniel Barros, alagoano de Maceió. Foi colaborador em O jornal e Gazeta de Alagoas, na década de 1990. É engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Alagoas no ano 1992. Em Brasília, desde o fim dos anos 1990, onde pós-graduou-se em Segurança Pública e iniciou sua carreira literária publicando: O sorriso da cachorra, romance, editora Thesaurus, Brasília 2011; Enterro sem defunto, romance, LER editora, Brasília 2013. Participa das coletâneas: Contos eróticos, editora APED, Rio de Janeiro, 2013; e de Enquanto a noite durar, contos sobrenaturais, editora APED, Rio de Janeiro 2013. É membro da Associação Nacional de Escritores-ANE.

    6 Livros
    7 Seguidores
    Alagoas, Brasil

    Daniel Barros