Thriller psicológico é um dos meus gêneros favoritos tanto literário quanto cinematográfico. Gosto de explorar a mente humana sejam eles, casos reais ou fictícios. É fascinante o quanto um ponto de vista pode ser contraditório e impiedoso com o outro lado.
Livro apresenta três mulheres com ponto de vistas totalmente diferentes, contudo, ambas envolvidas na mesma história.
Rachel é a protagonista nesse livro. Para entender a Rachel deve se ter no mínimo conhecimento de como é uma pessoa solitária e viciada, senão existe consciência sobre isso em você e como entender alguém que está doente, esse livro só irá te irritar e não serve para você.
Diariamente Rachel pega o trem às 08h04min para Londres. Durante as suas viagens, ela observa as casas 13 e 25 e fica obcecada com a vida dessas pessoas. Quando a Megan —moradora da casa 25— desaparece Rachel acaba muito mais que envolvida. Ela não se recorda de fragmentos dos acontecimentos no dia do 13 de julho (o dia de desaparecimento da Megan).
Os capítulos acabam por ser intercalados entre as três mulheres e conta as suas versões sobre a história tecida de mistérios desde o início. O que aconteceu com Megan? Rachel irá se lembrar o que presenciou? E a Anna? Quem ela é nessa história toda?
A narrativa é construída para lhe fazer odiar essas mulheres e não sentir empatia por elas. Mas, eu senti muito, principalmente pela Rachel. A leitura é fluida e estimulante, a curiosidade para saber o que de fato aconteceu é a melhor parte.
Apesar de eu ter gostado dessa leitura e ter sido prazerosa em vários aspectos, alguns pontos ficaram em aberto. E acabei descobrindo quem era a pessoa culpada desde o meio do livro, rs.
>SPOILERS ABAIXO<
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— Começando que os homens deveriam deixar de existir, rs. Sério, só perturbam a vida das mulheres.
— Como as pessoas podem odiar a Rachel? Mds! Ela é uma pessoa doente, dependente química com depressão e viveu por anos num relacionamento abusivo. Fiquei abismada com as resenhas aqui.
— Eu não suporto a Anna, toda a hora se vangloriando do "presente de Deus", sendo gordofobica e narcisista o tempo todo, tenho só pena pela filha dela por ter uma mãe assim.
— Queria saber quem era a pessoa que mexia nas casas e mudava objetos. Não era só a Rachel narrando isso, era também a Megan. Isso ficou muito"?????"
— Como ficou o caso da Megan? O Tom foi acusado de ter matado ela? Não ficou claro, apenas que ele morreu após ter atacado a Rachel.