Adeus, Robinson e outras peças curtas - e outras peças curtas

    Júlio Cortázar

    Civilização Brasileiroa
    2015
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788520004333
    Português Brasileiro

    Não somente os fãs de Julio Cortázar mas também qualquer leitor que aprecie bons textos de comédia irão se divertir com estas quatro peças curtas. Escritas entre 1940 e 1970), esta reunião atesta o compromisso cortazariano com a escrita que atravessa seus próprios limites. Próximos do teatro do absurdo, estes textos, além de muito divertidos, são também filosóficos, plásticos, divertidos e inteligentes.

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    Our Brave New Blog23/09/2016Resenhou um livro
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    RESENHA ADEUS, ROBINSON E OUTRAS PEÇAS CURTAS

    “Adeus Robinson” reúne quatro peças do grande escritor argentino, campo em que ele trabalhou muito pouco, mas muito bem. As duas primeiras têm o mesmo nome: Dois Jogos de Palavras,com subtítulos diferentes, Peça em Três Cenas e A Temporada das Pipas, respectivamente. A terceira se chama Nada Para Pehuajó e a última é a peça radiofônica que dá nome ao livro. As duas primeiras possuem o mesmo tema, e talvez por isso o mesmo nome, apesar de partirem de pontos completamente diferentes. Na primeira, uma moça prestes a se casar procura seu passado e um antigo amante para confrontá-lo com o seu futuro. Enquanto na segunda uma casa gigante na fazenda abriga inquilinos que nunca precisaram pagar a estadia ou ajudar em trabalho algum, mas o dono do lugar está prestes a mandar embora um rapaz que os outros julgavam ser o preferido dele. Ambas têm vários pontos em comum, como o tom de surreal, algo inspirado no teatro do absurdo de Beckett e Ionesco; a aparente falta de sentido em quase todos os diálogos, típico do jogo literário proposto por Cortázar em quase toda a sua obra; o tema das escolhas que fazemos nas nossas vidas e poder das palavras dentro delas, seja em forma falada ou escrita. A terceira peça é a minha preferida, mas acredito que seja só eu mesmo que goste mais dela do que da última, principalmente pelo fato de ser muito doida. Trata-se de um restaurante no horário mais movimentado, e nele vemos pessoas de diferentes classes sociais e áreas de trabalho envolvidas numa discussão de um casal, enquanto aparentemente dois personagens jogam ou manipulam lá dentro, que seriam o Caixa e o Homem de Branco. A peça fala principalmente de como somos manipulados por certas pessoas com muita facilidade e várias das técnicas usadas por esses indivíduos poderosos para não nos deixar focar no verdadeiro problema. A ultima peça já me interessava pelo fato de não ser uma peça convencional, mas sim feita para o rádio, e foi interessante ver o que mudava na sua escrita, principalmente pelo fato de não haver indicações de movimento ou ambientações, e sim sons que o rádio faria para a narrativa da peça andar, e, claro, um texto ainda mais focado no diálogo. CONTINUE LENDO NO BLOG: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/adeus-robinson-e-outras-pecas-curtas-por-julio-cortazar

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