“This is who I am. This is what I want. Now I need a man dangerous enough to give it to me.” Graduate student Vivienne Charles is afraid of her own desires—ashamed to admit that she fantasizes about being taken by force, by a man who will claim her completely and without mercy. When the magnetic, mysterious Jonah Marks learns her secret, he makes an offer that stuns her: they will remain near-strangers to each other, and meet in secret so that he can fulfill her fantasy. Their arrangement is twisted. The sex is incredible. And—despite their attempts to stay apart—soon their emotions are bound together as tightly as the rope around Vivienne’s wrists. But the secrets in their pasts threaten to turn their affair even darker... Reader Advisory: Asking for It deals explicitly with fantasies of non-consensual sex. Readers sensitive to portrayals of non-consensual sex should be advised.
Asking for It
Lilah Pace
Edições (1)
Ver maisSurpreendente
AVISO DE CONTEÚDO: O assunto principal do livro é violência sexu*l. Há uma descrição gráfica de est*pro no passado da protagonista, o par romântico fala sobre o passado dele com agressão sexu*l (a mãe dele foi abusada pelo padrasto e ele foi forçado a assistir) e diversas cenas de role-play de est*pro, apesar de ser um envolvimento consensual. O livro faz bastante discussões sobre o assunto e a protagonista tem um sério problema com kink shaming e culpabilidade de vítima em relação aos desejos dela, especialmente por conta do que ela passou. Se você é sensível a esses assuntos, NÃO leia o livro ou leia-o com muito cuidado. Em uma pesquisa sobre livros de recuperação pessoal de sobreviventes de abuso e livros que falem sobre o caminho até envolvimento sexu*l/sexualidade saudável para essus sobreviventes, eu encontrei esse livro. E mesmo com minhas dúvidas depois de ler a sinopse, estou positivamente supresa com Asking For It. Ele é definitivamente um livro que toca em assuntos dificilmente tratados em livros de ficção e não é um livro pra todo mundo. Ele é desconfortável e vai contra muitos dos pensamentos padrões que a gente tem sobre sobreviventes e o que a gente acha que elus deveriam fazer em diversas situações e eu acho que esse é o melhor aspecto dele. Eu não sou uma pessoa que julga os "kinks" de outras pessoas. Eu penso que contanto que seja seguro, consensual e dentro da lei, cada um sabe o que gosta. O que me incomoda BASTANTE, entretanto, é a forma que essas coisas mais "darks" são tratadas em livros adultos e principalmente como traumas são desenvolvidos, então eu tinha uma espectativa baixíssima pra Asking For It, mas imagine o bug da minha cabeça quando eu me encontrei pensando em diversas coisas que o livro fala e diversas discussões que ele abre. Eu acho que nunca li nada até agora que fale do assunto desse livro e eu definitivamente quero ler algo acadêmico ou não-ficção sobre o tema. A protagonista de Asking For It, Vivienne, foi sexu*lmente abusada aos 14 anos e ela desenvolveu a condição de só conseguir sentir prazer pensando e encenando que está sendo abusada. Acho que isso pode ser um choque pra muitas pessoas, mas eu achei SUPER importante. O livro mesmo fala (por meio de uma personagem que é psicóloga!!!!!) que não são todes que desenvolvem essa condição e na verdade, é algo bem raro de acontecer. Porém, a gente nunca fala sobre essas pessoas de uma forma que não envergonhe ou coloquem-nas mais pra baixo. É um choque total de pensamentos quando a gente vê uma sobrevivente sentindo prazer encenando est*pro quando ela mesmo sofreu isso. Eu achei genial. O caminho pra aceitação sex*al de sobreviventes já é difícil pra muites e eu acho que falar sobre essa parte também é importante. A gente nunca pensa sobre isso e quase que guarda essa realidade numa caixa pra fingir que não acontece. Se você conhecesse uma vítima como a Vivienne, o que você pensaria dela? Qual autoridade a gente tem em dizer a ume sobrevivente que o que elu sente é errado quando não passamos pelo mesmo que elu e não tivemos o mesmo trauma que elu? Diferentes pessoas lidam com problemas de maneiras diferentes e é MUITO complicado envergonhar alguém quando elu sofreu até mudanças no cérebro por conta do passado. O livro é sobre a aceitação da Vivienne com quem ela se tornou e o entendimento dela sobre a realidade que ela sofreu e os desejos totalmente fantasiosos dela. Não, ela não está pedindo pra ser abusada novamente, é parte da fantasia dela. Ponto. O livro tem DIVERSAS passagens da Vivienne falando com uma psicóloga e eu achei INCRÍVEL que a autora teve o cuidado de colocar isso. E ainda mais de ser uma psicóloga responsável e não um representação porca de um profissional da saúde. Eu sempre odiei ler livros contemporâneos adultos em que os personagens são entupidos de traumas dos mais horrendos e nem se quer cogitam a possibilidade de saúde mental (e depois eles agem de forma abusiva com outros personagens e causam mais traumas em mais pessoas). E são as conversas com a psicóloga que trazem as maiores discussões do livro. Eu não vou mentir e dizer que algumas delas são super profundas, mas elas existem e elas te fazem pensar bastante. Se você tem o hábito de abrir ramificações nas perguntas que você encontra em livros mais "provocativos", você vai ficar pensando muito em Asking For It. A psicóloga de Vivienne fala bastante de como ela não deve se culpar ou ter vergonha de ter fetiches e de como isso não é uma traição com todos ês sobreviventes do mundo. E também fala como outras pessoas também sentem a vontade de fantasias mais pesadas, principalmente por conta da cultura misógina de várias sociedades. Ela faz paralelos muito bons de como a primeira experiência sexu*l depois do abuso foi mesclada com as lembranças e o foco que a Vivienne estava tendo no abusador dela e como isso traduziu como o único tipo de prazer na mente dela. E o livro não é uma desculpa pra est*pro. A protagonista passa por severos momentos de culpar a si mesma por sentir tesã* por algo tão horrível. A autora toca diferentes perspectivas do assunto e fala e discute sobre quase todo pensamento que pessoas mais dispostas a julgar vítimas falariam. Há também algumas situações no livro em que a família da Vivienne não acredita nela e os pais dela culpam vítimas de abus*. Há conversas na psicóloga sobre isso também. Se eu fosse criticar algo, eu falaria sobre o par romântico da Vivienne, o Jonah. Ele também tem um passado bem difícil e eu gostaria de ter entendido muito mais do ponto de vista dele. Ele é o tipo de sobrevivente que raramente fala sobre as coisas e não tem consultas regulares com um psicólogo, então é um contraste com as questões que a Vivienne sempre pensa (mesmo assim, ele ainda sabe discernir entre o trauma e a fantasia que ele precisa exercer e a realidade – os personagens no final até meio que se separam no final quando ele descobre que o Vivi sofreu e se sente super mal quando foi colocado numa posição de encenar algo assim com uma vítima, algo que ele prometeu a si mesmo que não faria). A Vivienne sempre desenvolve os desejos e os pensamentos dela e eu queria ter visto esse desenvolvimento no Jonah também. Acho que poderiam ter sido abertas mais discussões sobre como o passado dele afetou a vida dele e como isso difere das vontades da Vivienne. Há uma breve discussão da Vivi com a psicóloga dela sobre como na cabeça dele, a maior parte do prazer só é possível quando forçando uma mulher, pois é desse jeito que elas merecem (já que ele viu o padrasto falar isso constantemente nas sessões de est*pro da mãe dele e como quando ele perguntava se estava errado, ela sempre falava que estava tudo normal e deveria ser assim). Mas também como a psicóloga disse no livro, são suposições (Perfeito, né? Uma psicóloga fictícia que não assume as coisas sem falar com os pacientes e deixa explícito isso). Não há uma certeza concreta e não há um ponto de vista dele para entendermos o total impacto do trauma dele. Eu sei que existem outros dois livros na série, mas fiquei sabendo que focam muito mais num plot específico do que esse lado mais pra fazer pensar, então não sei se vou ler o segundo livro. Prefiro que ele seja assim do que estragar minha experiência com uma história meia boca de suspense e desconfiança entre o casal. Enfim, eu não daria uma nota menor mesmo com essa falta do Jonah pois achei Asking For It MUITO bom mesmo. Um livro extremamente provocador e que te faz pensar em muitas coisas. Claro que o livro também não é só isso, o romance é legal de ler, algumas cenas são bem engraçadas e existem outras questões tratadas no livro por meio de outros personagens, como alcoolismo, a situação dos imigrantes, gravidez não planejada e outras coisas. É uma variedade que completa a história. Eu fiquei super feliz de ter encontrado esse livro. Ele não é pra qualquer um e não sei se todo mundo conseguiria retirar tanto dele assim, mas eu sei que pra mim foi uma leitura super boa e enriquecedora. Se você tem a cabeça aberta pra uma experiência como a da Vivienne e se você consegue ler assuntos como os retratados no livro, eu definitivamente recomendo. Uma das minhas melhores leituras do ano.
Estatísticas
Avaliações
3.7 / 12- 5 estrelas33%
- 4 estrelas33%
- 3 estrelas8%
- 2 estrelas25%
- 1 estrelas0%

