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    Iluminuras

    Natércia Campos

    Premius
    2002
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-10: 8575640461
    Português Brasileiro
    4.3
    4 avaliações
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    Favoritos0Desejados1Avaliaram4

    Em 1988, Natércia Campos (1938-2004) publicou Iluminuras e, em novembro de 2003, reeditou-a. Tal obra é composta de contos que expõem um universo mítico e místico repleto de personagens extraordinários que vivenciam dramas em meio a um ambiente lendário com muitas superstições e crenças do Nordeste e da cultura Ibérica. Percorrer-lhe a escritura é o motivo central dessa edição. O caráter fantástico da obra já foi relevado por inúmeros analistas. Pinto (2002, p. 165), também escritor, não titubeia em inscrever o livro de contos Iluminuras no âmbito do Realismo Mágico: “lIuminuras se inscreve, com grande propriedade, no chamado realismo mágico, no fantástico, ou ainda na literatura do terror. Há sempre uma corrida em busca da fatalidade, do destino”.

    Resenhas (1)Ver mais
    Nara Barreto picture
    Nara Barreto11/06/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    São quinze contos curtinhos, com gostinho de histórias contadas pela avó, na latada da casa, antes de dormir. São histórias de malassombros e milagres, de tristezas, de solidão e de encontros. A morte é, invariavelmente, personagem de todas elas. Tudo escrito com tanta beleza e tanta verdade, que não dá pra discordar de Francisco Carvalho quando ele descreve a escrita de ?Iluminuras? como ?poemas em prosa?. A cadência e o embalo das palavras e frases dispensam a métrica e as rimas. As descrições dos ambientes também são dignas de nota. Estamos lá, com todos os personagens, no estio e na tempestade. A areia gruda na pele e a lua nunca brilhou tão linda. Um livro para reler no balanço de uma rede num dia de muitos nadas.

    1 curtida

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    4.3 / 4
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas25%
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    • 1 estrelas0%
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    Natércia Campos

    Nasceu em Fortaleza, filha do escritor Moreira Campos e de Maria José Alcides Campos. Casou-se muito jovem, aos dezessete anos, e teve seis filhos. Apenas na década de 1980 decidiu se lançar como escritora, divulgando seus contos na imprensa, no suplemento literário do jornal O Povo de Fortaleza. Seu primeiro conto publicado foi A Escada, em 1987, pelo qual ganhou o primeiro lugar no Concurso Literário Sudameris, da Acadamia Botucatuense de Letras. No ano seguinte, sua obra Iluminuras, com quinze contos (inclusive A Escada), ganhou o segundo lugar na 4ª Bienal Nestlé de Literatura Brasileira, com grande aceitação no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1999, ganhou o Prêmio Osmundo Pontes de Literatura por seu romance A Casa. Em 28 de fevereiro de 2002, na Academia Cearense de Letras, tomou posse da cadeira nº 6, do patrono Antônio Pompeu de Sousa Brasil. No entanto, veio a falecer apenas dois anos depois, vítima de câncer, aos 65 anos de idade. Seu corpo foi sepultado no mesmo jazigo que o de seu pai, no Cemitério São João Batista de Fortaleza.

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    Ceará, Brasil

    Natércia Campos