Guerra Dentro da Gente -

    Paulo Leminski

    Scipione
    1991
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Baita, um menino pobre, filho de lenhadores, encontrou um dia um velho que se ofereceu para lhe ensinar a difícil arte da guerra. Entusiasmado com a idéia e sem saber o que o aguardava, o menino resolveu acompanhá-lo numa viagem que o ajudaria a amadurecer, a compreender melhor a vida e a descobrir o que vai no coração do homem.

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    Lídia dos Santos Ferreira de Freitas19/04/2011Resenhou um livro
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    A guerra é aqui.

    Os tigres projetam medo porque tem medo, só o medo conhecem. Os elefantes, criaturas imensas, não precisam ter medo. Os cachorros gostam de gostar de alguém. Os gatos? Esses querem estar sozinhos. E os homens, estão em guerra por medo de amar. Amar um amor sem posse e sem destino certo, como o que a princesa Sidarta descobre no final. As inúmeras metáforas para a vida e os homens e as lições universais aprendidas por Baita tem mais poesia do que o próprio poeta que recitava versos para o mar. A guerra dentro da gente não é apenas a descoberta do amor, da coragem e da compaixão. O livro traz a tona outros debates também, com referências histórico-políticas como a da cidade do vencedor da guerra que possuia uma "Estátua da Liberdade", pois o rei tinha a liberdade de fazer o que quisesse com os outros povos. Baita aprende o que kutala se propôs a ensiná-lo, mas se engana quem vislumbra no livro um final de conto de fadas. O menino, ao encontrar a antiga casa em abandono, percebe os sacrifícios que fez para aprender a arte da guerra. Perdeu os pais e perdeu Sidarta. Fez escolhas, que nem sempre são necessariamente certas ou erradas. Essa é a arte da vida e é também a guerra dentro da gente. Fazer escolhas, abandoná-las, e depois mudar de curso. A guerra dentro da gente é crescer, é se entender como ser humano, é entender o papel que queremos desempenhar no mundo. Se queremos ser homens de guerra ou homens de amor.

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