Sem tetas não há paraíso -

    Gustavo Bolívar Moreno

    Record
    2015
    308 páginas
    10h 16m
    ISBN-13: 9788501088918
    Português Brasileiro

    Um olhar original sobre o cruel mundo do narcotráfico colombiano. Catalina tem 14 anos e leva uma vida difícil em Pereira, na Colômbia. Sua melhor perspectiva para o futuro é se casar com o namorado, Albeiro, e construir uma vida simples. Mas não é o suficiente para ela. A felicidade é sinônimo de carros imponentes, imóveis majestosos, roupas de grife, perfumes caros, joias. E o primeiro passo para conseguir tudo isso é colocar próteses de silicone. Afinal, Catalina é muito bonita, mas, por experiência própria, quando o assunto é sexo, peitos são o que os homens realmente querem. E os homens em questão são os traficantes de drogas colombianos. Assim, Catalina se vê em um ciclo vicioso: precisa do dinheiro de um traficante para a cirurgia, mas, ao mesmo tempo, só conseguirá chamar atenção de um deles quando tiver seios fartos. Determinada a encontrar um meio de obtê-los, ela é obrigada a enfrentar uma longa, violenta, exaustiva e, muitas vezes frustrante, jornada. Mas seria mesmo o silicone sinônimo de felicidade?

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    Gabi Abreu22/05/2022Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    A obsessão pelo paraíso

    Finalmente terminei a leitura que me prendeu por boas semanas (não em um bom sentido). Esse livro me trouxe muitas reflexões e sentimentos contraditórios. Ora sentia empatia por Catalina, ora me via confrontando a forma como Bolívar a criou. Uma moça obcecada por seios grandes, via neles o passaporte para uma vida confortável de prostituta de luxo. Primeiro que, eu não vejo esse um caminho fácil. Segundo que, garotas de 15 anos não pensam só no prazer masculino. Catalina é uma personagem "cabeça de vento", por ter uma perspectiva de vida tão limitada. Para sair da pobreza, os seios eram o único caminho. Que visão de mundo... Um ponto positivo da leitura foi a descrição desse universo de narcotráfico que levanta muitas problemáticas, inclusive a visão da mulher como um objeto meramente sexual e a prostituição de menores. É dolorido de ler, se ver como um mero instrumento descartável. Embora tenha tido partes emblemáticas, não é uma leitura que tenha me prendido, segui por curiosidade do destino de Catalina. Quem sou eu para recomendar (ou não) alguma coisa, mas para mulheres que queiram sentir incômodo, pode ser que a leitura tenha utilidade.

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