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    Scivias - Scito Vias Domini - Conhece os Caminhos do Senhor

    Hildegarda de Bingen

    Paulus
    2015
    782 páginas
    1d 2h 4m
    ISBN-13: 9788534941419
    Português Brasileiro
    4
    1 avaliação
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    Scivias, a obra religiosa mais importante da santa e doutora da Igreja Hildegarda de Bingen, compõe-se de vinte e seis visões, que são primeiramente escritas de maneira literal, tal como ela as teve, sendo, a seguir, explicadas exegeticamente. Alguns dos tópicos presentes nas visões são a caridade de Cristo, a natureza do universo, o reino de Deus, a queda do ser humano, a santifi cação e o fi m do mundo. Ênfase especial é dada aos sacramentos do matrimônio e da eucaristia, em resposta à heresia cátara. Como grupo, as visões formam uma summa teológica da doutrina cristã. No fi nal de Scivias, encontram-se hinos de louvor e uma peça curta, provavelmente um rascunho primitivo de Ordo virtutum, a primeira obra de moral conhecida. Hildegarda é notável por ser capaz de unir “visão com doutrina, religião com ciência, júbilo carismático com indignação profética, e anseio por ordem social com a busca por justiça social”. Este livro é especialmente significativo para historiadores e teólogas feministas. Elucida a vida das mulheres medievais, e é um exemplo impressionante de certa forma especial de espiritualidade cristã.

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    Marcos da Silva Nandi10/05/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    No prefácio do livro é feita uma reflexão sobre a questão das divindades e o feminino. Já que na Europa Ocidental as mulheres místicas eram negligenciadas e até difamada por estudantes do místico. As mulheres tinham suas visões explicadas como simples achaques, como enxaqueca e histeria. Hildergada defendia uma vida monástica, de obediência e oração comunitária. E também, que mulheres não deveriam exercer ministério sacerdotal. Sendo assim, ela era uma vidente profética, cuja visões eram políticas e apocalípticas. E ao longo do livro, além das suas visões, há explicações sobre cada ponto. Fundadora da primeira comunidade Beneditina de Bingen, ela se sentia inferior como mulher e confiante em corrigir o clero. Enquanto autoridade religiosa, opõe-se a autoridades e ao imperador alemão, e uma bela história de lealdade a suas discípulas. Importante mencionar, que ela não queria mudanças radicais no clero, era até bem reacionária, mas ela se opunha fortemente ao abuso de autoridade religiosa e também se opunha contra a simonia e a detenção de múltiplos benefícios por parte de um único clérigo, a subserviência dos prelados ao poder secular, e a favor do celibato clerical. Passou a escrever aos 43 anos, mas desde cedo se enclausurou, já que seus pais a entregaram como dízimo para ficar como serva e companheira de uma moça da elite que resolveu ser freira. Hildergada, levou 10 anos pra escrever esse livro. É uma coletânea de três livros e ilustrações. O título do livro significa uma abreviação de "conhece os caminhos". Ela resistiu a escrever as visões. Com uma visão crítica quanto à reforma monástica da época, fala sobre a expulsão de Lúcifer, sobre Adão e Eva, sobre o pecado de "ler" estrelas e astros, entre outras visões, usando muitas analogias e parábolas. É um livro que cansa em determinado momento, mas é um importante retrato de uma época racista e antissemita, já que autora, faz comentários bem problemáticos. E também, visão sacrossanta da castidade e também, alguns comentários antiquados sobre gênero (adequado a época) e claro, um puritanismo sexual.

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    Hildegard von Bingen

    Santa Hildegarda de Bingen, em alemão Hildegard von Bingen (Bermersheim vor der Höhe, verão de 1098 — Mosteiro de Rupertsberg, 17 de setembro de 1179), foi uma monja beneditina, mística, teóloga, compositora, pregadora, naturalista, médica informal, poetisa, dramaturga e escritora alemã, e mestra do Mosteiro de Rupertsberg em Bingen am Rhein, na Alemanha. Seus vários e extensos escritos mostram que ela possuía uma concepção mística e integrada do universo, ainda que essa concepção não excluísse o realismo e encontrasse no mundo muitos problemas. A solução para eles, de acordo com suas idéias, devia advir de uma união cooperativa e harmoniosa entre corpo e espírito, entre natureza, vontade humana e graça divina.

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    Hildegard von Bingen