L'homme nomade -

    Jacques Attali

    Arthème Fayard
    2003
    539 páginas
    17h 58m
    ISBN-13: 9782253108948

    Reconstruire un parcours, celui de l’histoire de l’humanité à travers ses déplacements, est le vrai sujet de L’Homme nomade, le nouvel essai de Jacques Attali. Homo habilis, homo erectus, homo sapiens et sapiens sapiens, puis néandertalien et Cro-Magnon, si l’homme a pu grandir et se développer, c’est parce qu’il s’est déplacé. "Errer humanum est" en quelque sorte. Jacques Attali raconte l’histoire des grandes civilisations, celles d’Asie Mineure et de Mésopotamie, celles d’Égypte et Méditerranéenne, celles d’Afrique et des Amériques, en se focalisant sur le déplacement des populations. Il en arrive à poser que les grands mythes et les grands livres, que ce soit L’Épopée de Gilgamesh, la Bible ou l'Odysée, ne racontent pas autre chose qu’un voyage plein de péripéties qui finalement opère un lien identitaire pour un peuple ou une communauté et fonde une histoire commune. Du nomadisme à la sédentarité donc. C’est cette dynamique qui est constamment à l’œuvre dans la dialectique de l’histoire des peuples et que l’on retrouve encore dans l’épopée des croisades, dans les grandes explorations des conquistadors, dans la conquête du Far West aussi et – la terre devenant trop petite – dans l’appropriation de la Lune ou de Mars dans la deuxième partie du XXe siècle. L’Homme nomade dispense un formidable cours de culture générale tout en ouvrant une réflexion passionnante sur le monde de demain. La terre, maintenant connue et explorée, deviendra-t-elle "un bien commun" en partage pour tous ? C’est un des enjeux politiques majeurs de l’avenir. --Denis Gombert. Présentation de l'éditeur Dans cette vaste fresque historique et prospective, Jacques Attali retrace l'histoire de l'humanité comme jamais on ne l'a fait jusqu'à présent. Pour lui, l'homme est nomade depuis ses origines, il y a quelques millions d'années ; il n'a été que très brièvement sédentaire, et il est en train de redevenir, à travers la mondialisation, un nomade d'un nouveau genre. C'est en tant que nomade qu'il a inventé les éléments clés de toutes les civilisations : le feu, les langues, les religions, l'équitation, l'agriculture, l'élevage, la métallurgie, la navigation, la roue, la démocratie, le marché, la musique, les arts, ne laissant aux sédentaires que l'invention des forteresses, de l'Etat et de l'impôt. Loin d'avoir été des Barbares venus détruire des civilisations existantes, les hommes du voyage furent les véritables forces d'innovation et de création à la source de tous les empires, de la Chine à Rome, de l'Egypte à l'empire américain d'aujourd'hui. Quand elles se ferment aux nomades, aux itinérants, aux étrangers, aux mouvements de toutes sortes, les sociétés déclinent et périclitent. Aujourd'hui, disparaissent les derniers peuples nomades sous les coups de la " globalisation " ; s'ouvrent, avec les nouvelles technologies du voyage, réel et/ou virtuel, des perspectives radicalement neuves pour l'humanité ; s'achève l'hégémonie du dernier empire sédentaire, les Etats-Unis, et commence une formidable lutte entre les trois forces nomades qui aspirent à le remplacer - le marché, la démocratie, la foi -, éclairant d'un jour inédit les enjeux éthiques, culturels, militaires et politiques de notre temps.

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    Usuário excluído02/09/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O longo caminhar da humanidade...

    Em uma visão histórica e prospectiva, o autor retraça os caminhos da humanidade através do nomadismo. Assim, ele vai fundo em sua análise, e se desvincula de uma visão eurocêntrica para permitir discussões sobre tribos africanas, asiáticas, americanas e da Oceania. É, de certa forma, uma enxurrada de nomes de “povos primeiros”, de seus heróis, territórios, fluxo de movimentação e descendentes. Jacques Attali, como fica claro, não compreende os turistas como os únicos nômades modernos, pelo contrário. O autor faz desfilar uma infinidade de grupos sociais viajantes (os primeiros primatas, passando pelos mercadores, os guerreiros, os romeiros e peregrinos, os desbravadores, os cowboys, os hippies, os moradores das grandes cidades, os vagabundos e mendigos, os trabalhadores em trânsito, os artistas, os intelectuais, os imigrantes, os astronautas, os piratas...), mostrando-nos que ser turista é apenas uma das categorias possíveis. Para ele, o homem é nômade desde sua origem – com exceção de um breve período governado pelos Estados modernos. Foi enquanto nômade que os homens inventaram os elementos chaves de todas as civilizações: o fogo, as línguas, as religiões, a equitação, a agricultura, as criações de animais, a metalurgia, a navegação, a roda, a democracia, o mercado, a música, as artes, etc, deixando aos sedentários somente a invenção das fortalezas, do Estado e suas instituições disciplinares e dos impostos. Longe de serem considerado como os bárbaros que vieram destruir as civilizações existentes, os homens viajantes foram verdadeiras forças inovadoras e de criação de novos impérios e culturas, da China à Roma, do Egito aos EUA de hoje. Quando os impérios se fecham aos nômades, aos seus itinerários, aos estrangeiros e aos movimentos de qualquer natureza, estas sociedades sedentárias entram em decadência e caem. O autor divide a história da humanidade em três momentos de globalização. O primeiro, do século XVII, emergiu com o mercantilismo; o segundo, século XVIII, com a revolução industrial; e o terceiro com o término da Segunda Grande Guerra do século XX e impulsionado pela sociedade da informação. Cada uma destas fases trouxe grupos sociais nômades específicos, e seus processos de globalização sofreram ameaças constantes das forças sedentárias. Atualmente, vemos o desaparecimento dos últimos “povos primeiros” nômades, devido ao golpe da globalização; aparecendo, motivadas pelas novas tecnologias de viagem, reais ou virtuais, outras perspectivas para a humanidade. Também estamos presenciando a derrocada das forças hegemônicas do último império sedentário, os Estados Unidos, e o começo de uma formidável luta entre as três forças nômades que pretendem substituí-lo: o mercado, a democracia e a fé – que trazem novas questões sobre etnia, cultura, forças armadas e política. Attali diz que será a democracia quem vencerá o embate, promovendo uma igualdade mundial e aquilo que ele definiu como “transhumance”, ou seja, um misto de seres nômades e sedentários, onde haverá o respeito aos direitos e deveres dos indivíduos (de certa forma, percebemos que o autor tangencia e faz apologia as movimentos migratórios pós-coloniais, valorizando o multiculturalismo e os interstícios onde ocorrem as traduções culturais). Em seu último capítulo, o autor se inclina para um discurso visionário e utópico, de uma sociedade mundial regida pelo Bem-Estar e Bem-Comum. Vai lá, que seus exercícios de futurologia estão pautados nas pesquisas desenvolvidas ao longo do livro que, através de pesquisas históricas, busca traçar um padrão de comportamento humano capaz de indicar tendências – não podemos nos esquecer que Attali é economista, e isto muito nos diz sobre este seu processo de busca de dados para traçar cenários futuros. O texto oscila entre momentos triunfais e outros menos interessantes, em que o autor relata exaustivamente os pormenores de grupos sociais. Todavia, é um livro recomendado a todos aqueles que querem compreender os deslocamentos e como o nomadismo participa da essência humana.

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