O Espírito do Mal (Coleção Supersellers Record) -

    William Peter Blatty

    Record
    1983
    269 páginas
    8h 58m
    ISBN-13: 9788501023667
    Português Brasileiro

    O brutal assassínio de um menino surdo-mudo, num arremedo de crucificação, é o primeiro de uma trilha assombrosa que o detetive Kinderman começa a percorrer. E, como o leitor, ele se defronta com um novo enigma a cada curva. Por que todos os assassinados sofrem mutilações terríveis? Por que duas das vítimas são padres? Existe alguma relação entre os crimes e uma série de outros que ocorreram doze anos antes... e que supostamente acabaram com a morte do assassino? Kinderman cerca o brutal homicida pelas ruas escuras da cidade. Até que por fim, desesperado, se atreve a cruzar a fronteira que separa os vivos dos mortos. Mais do que escrever um romance, William Peter Blatty, autor de O Exorcista, aproveita-se do tema para descer às profundezas desconhecidas da mente e às questões mais angustiantes da condição humana.

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    Clio15/01/2021Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Nem todos os livros envelhecem bem, e esse é o caso de O Espírito do Mal. A história é uma mescla de terror religioso com investigação, girando em torno do personagem principal Kinderman - um detetive que passa a maior tempo filosofando sobre o Bem e o Mal e as novas descobertas científicas. O problema é que o livro data da década de 80, então as coisas que apavoram ou fascinam Kinderman já são consideradas normais ou ultrapassadas hoje em dia. O que é uma minuciosa exploração dos pensamentos do personagem se transforma em algo tedioso e até ingênuo. Nem todos os livros precisam de sequência. O Espírito do Mal, às vezes traduzido como Legião, também é um tipo de continuação de O Exorcista. Vale lembrar que na época em que foi escrito, esse recurso não só era restrito a um nicho literário, como muitos autores se recusavam terminantemente a admiti-lo. - Como Stephen King que por anos se recusou a admitir que suas histórias estavam interligadas, dizendo apenas que a recorrência de nomes e lugares eram apenas homenagens. Blatty consegue criar uma boa história, porém o estilo é diferente (de terror para investigação) e os personagens não conseguem criar a mesma atmosfera. Enfim, nâo é ruim, mas pode ser frustrante por esses detalhes.

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