É impressionante como alguns escritores possuem a capacidade de detonarem plotes tão promissores. Este livro é baseado em um fato ocorrido em 2012 em Le Roy nos Estados e só por não ser uma história totalmente fictícia, eu possuía muita vontade de lê-lo e tinha expectativas de que ele seria um bom livro. Porém, este livro é péssimo e eu não pretendo ler mais nada que Megan Abbot escrever.
Este livro se passa em Dryden, uma cidadezinha situada no interior dos Estados Unidos, onde algumas adolescentes começam do nada a ter alucinações, tiques nervosos e convulsões. Claro que toda a mídia fica polvorosa para descobrir o que de fato está acontecendo e os pais se tornam estéricos, culpando a escola da cidade por ter autorizado as meninas a tomarem uma vacina preventiva contra o HPV.
O plot é interessante, mas a escrita da autora é muito ruim. Os personagens são mal desenvolvidos e muito infantilizados. Os pais parecem um bando de adolescentes e as adolescentes um banco de crianças. Os diálogos são péssimos. As personagens possuem de 16 a 17 anos, mas toda vez que eu lia um diálogo entre elas, tudo me parecia forçado demais e a sensação que eu tinha é que elas tinham 12 anos.
Outro ponto negativo (mais um entre tantos), é que os personagens tomam umas atitudes muito sem sentido. Atitudes mais do que estúpidas. Por exemplo; existe um lago na cidade, que é meio poluído. As pessoas reclamam que o lago é esverdeado e que possui um mal cheiro que dá enjoo em qualquer um. Ou seja... O lago é POLUÍDO, não é o melhor lugar para você nadar. Mas eis que a imbecil da protagonista resolve se juntar com algumas amigas (tão estúpidas quanto ela) para nadarem neste maravilhoso lago. E é claro que depois elas começam a se questionar se estão sofrendo desta "febre" porque pegaram algum tipo de contaminação no lago. É a mesma coisa de eu me juntar com alguns amigos e irmos nadar no rio Tietê. Não faz nenhum sentido... A pessoa tem que ser muito cretina/burra para tomar uma atitude dessa.
Outra coisa chata é que a história é meio parada, é o livro inteiro acontecendo a mesma coisa. A chatinha da protagonista indo no hospital visitar a amiga que está internada e trocando mensagens com outra amiga que também ficou internada. Não gostei de nenhum personagem e eu já estava torcendo para que todos se ferrassem... um mais desinteressante que o outro.
Alguns personagens possuem alguns dramas... Mas mais uma vez a autora não soube utilizar este aspecto de maneira atrativa. A mãe de uma das adolescentes sofreu uma agressão pesada por parte do marido e quase morreu devido a isso. Tal fato traumatizou a filha que não é mais a mesma depois de ter presenciado tal agressão. Porém, a autora escreve de maneira tão pouso empática, que nós leitores não criamos nenhum vínculo com os personagens. Fica difícil sentir pena ou torcer por qualquer um deles.
A escritora tenta (de maneira bem falha), criar um suspense durante toda a narrativa. O que está causando estes surtos? Essa "doença" que está atingindo somente as meninas é devido alguma contaminação do lago ou é devido alguma falha na manutenção da vacina contra o HPV?... Eis que daí vem o final do livro e quando chegou a grande explicação/ revelação, eu nem sabia que reação tomar. Se eu fechava o livro e caia na gargalhada ou se eu o lançava pela janela. O final é mais do que péssimo; é bem final de filmes colegiais desses que passam na Sessão da tarde ou nas tardes de domingo. É MUITO ruim!!
Li muitos livros ruins este ano, mas este superou todos os outros e com certeza é o pior livro que eu li. Paguei somente R$ 9,90 nele, mas o barato saiu caro. Megan Abbot tem que dar graças a Deus dela ter conseguido publicar esta porcaria (Desculpa quem gostou)! Boa sorte, mas muita,muita, mas MUITA paciência mesmo pra quem pretende lê-lo!